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Informações > DOM MBILINGI FAVORÁVEL À INDEMNIZAÇÃO DAS VITIMAS DAS DEMOLIÇÕES

Le 27/08/2009 à 00:06

Lubango - O Arcebispo Coadjutor do Lubango, Dom Gabriel Mbilingi, junta voz a favor da indemnização dos donos das casas que estão a ser demolidas pelo Estado.

O prelado, cujo pronunciamento se segue ao do arcebispo de Luanda, exprimiu a sua posição em entrevista à Rádio Ecclesia anteontem. 

«Se, de facto, a gente vai demolir uma casa porque há um projecto maior que contempla o país todo, este sacrifício feito por aquele cuja casa é demolida, este sacrifício tem que ser compensado», declarou Dom Gabriel Mbilingi. 

No seu ponto de vista, é um acto de «injustiça colocar alguém na rua, sem um aviso prévio.» 

Declaração de Benguela

Por outro lado, várias figuras públicas subscreveram uma ‘Declaração de Benguela’ de repúdio à onda de demolições e desalojamentos forçados que se têm verificado últimamente no país. 

O documento foi aprovado no termo da edição do espaço períodico ‘Quintas de debate’, que se deseronla sempre na capital das acácias rubras, numa promoção da ONG Omunga, edição datada do passado 20 de Agosto. 

Os subscritores da inicitiva, declaram “estar extremamente preocupados pela recrudescência de desalojamentos forçados já implementados ou anunciados.” 

“Exigimos que as instituições do Estado, principais responsáveis pela garantia de direitos numa base universal, adoptem uma política habitacional participativa, justa e abrangente dos diversos grupos e camadas sociais, ou seja, adequada à realidade da grande maioria das família deste país”, defenderam. 

Visita ao bairro do Compão

Segundo uma nota de imprensa que enviaram ao Apostolado, a sua solidariedade inculuiu uma visita ao bairro do Compão, na área da Feira do Lobito. 

No local, puderam ter encontros com os populares que ali vivem e avaliar as suas condições de habitabilidade. 

Os referidos munícipes vivem sob o espectro da ameaça de desalojamento. 

A Administração prometeu de que tal decisão não seria executada com recurso à força e que estava a identificar terrenos para o assentamento posterior. 

A OMUNGA quer a criação de uma comissão de trabalho que associe os moradores e a própria associação na superação da situação, «sem no entanto ter recebido qualquer resposta.» 

Neste sítio, sublinha a nota de imprensa, vivem cerca de 300 famílias.

 

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