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A hipocrisia do MPLA

A hipocrisia do MPLA 

Obviamente é lamentável a vida de todo ser humano quando abandona o mundo dos vivos e especialmente a sua família e amigos. Isto concordo perfeitamente mas não estou consentido a forma em que reagiu o regime marxista MPLA.

De Norberto dos Santos (álias Kwata Kanawa) de origem katanguês, até Abreu de Barganha de origem incerta, nota-se realmente uma aproximação e interesse mais considerável nos assuntos estrangeiros em relação os assuntos nacionais.

Em primeiro lugar, os governantes do MPLA, deveriam arrepender-se e consternar-se sobre a carnificina de milhões de angolanos que pesa contra eles, assim como os milhares de crianças que morrem pela má nutrição, cólera, disenteria e a raiva, está última espalhada de uma forma misteriosa em todo território angolano. 

Nunca assistimos intervenções energícas pela parte dos governantes angolanos quando se trata de um assunto nacional. Ao contrário, quando se refere de San-Tomé, Cabo verde ou Guiné Bissau, faz intender que se trata de um problema sério. 

a)      Os massacres sobre a ponta do rio Kwanza no Dondo (província do Kwanza Norte) em 1975, onde mais de dois mil militantes da UNITA foram mortos com a cumplicidade do destacamento de forças armadas Português ;

b)      O massacre do Kassamba em 1975, onde mais de duzentos militantes da UNITA foram massacrados a sangue frio pelo MPLA ; 

c)      O assassinato colectivo de mais de quarenta mil angolanos que começou em 27 de Maio de 1977 em todo o território, acusados de fracionismo, comandados pelo Nito Alves e José Van Dunem;

d)      O genocídio de mais de trinta mil militantes da UNITA e angolanos pertinentes a étnia Ovimbundu em 1992 em Luanda, e tantos milhares de outros em todo o território, pelas milícias do MPLA, a polícia de Intervenção Rápida e as forças armadas de José Eduardo dos Santos. Permanecem em Luanda sob custódia de José Eduardo dos Santos, os corpos sem sepulturas dos irmãos Geremia Kalandula Chitunda, vice-presidente, Paulo Adolosi Mango Alicerces, secretário-geral, Elias Salupeto Pena, chefe da delegação da CCPM e Eliseu Sapitango Chimbili Chef dos Serviços administrativos da UNITA em Luanda, e Geral integrado nas forças armadas angolanas (FAA) Arlindo Pena (Ben-Ben), este último general que encontrava-se vivo, envenenado por Santos antes de ser enviado para a África do Sul para os cuidados médicos , onde morreu friamente poucos dias após. Mais a televisão do MPLA em Luanda apresentou o cadáver do general tendo-o comparado com um cadáver semelhante.

e)      A tristemente celebra SEXTA-FEIRA SANGRENTA de janeiro de 1993, onde centenas de angolanos  pertinentes a étnia Bakongo, foram duma forma selectiva friamente assassinados em Luanda pela milícia do MPLA, a polícia de Intervenção Rápida e as forças armadas de José Eduardo dos Santos.

f)        O bombardeamento deliberado da escola primária de Waku Kungo, pelos aviões de caça do MPLA, onde foram massacrados mais de cento e cinquenta crianças em 1994. 

g)      Os frequentes bombardeamentos sobre a cidade do Huambo, em Janeiro de 1993 á novembro de 1994, que fizeram mais de três mil vítimas civis entre velhos, crianças e mulheres. 

h)      Mais de duzentos responsáveis e dirigentes dos órgãos princípais da UNITA foram assassinados desde Abril de 1997, durante a extensão da Administração do Estado (acompados do Protocolo de Lusaca).  

i)        Mais de dois milhões de angolanos deslocados em consequência do massacre a Extensão da Administração do Estado.  

j)        O assassinato selectivo de cento e cinquenta pessoas de etnia Ovimbundu em Luanda, no bairro de Kazenga, no mês de  agosto 1998.

k)      O massacre de cento e cinco comerciantes pacíficos na cidade de Bula em Julho de 1998, confirmados pela MONUA.  

l)        O massacre de cerca de trezentas pessoas em Malange entre os angolanos e congoleses da República Democrática do Congo, em1998.

m)    Esta longa lista de cem mil vidas angolanas assassinados duma maneira bárbara, esta obra típica de um criminal contra a humanidade, José Eduardo dos Santos um cidadão que deseja a todo o custo permanecer no poder, mesmo com as mãos repletas de sangue. Assassino do antigo Presidente da RDC e do cidadão angolano Jonas Malheiro Savimbi, em 22 de Févereiro de 2002, um homem que representava a alternância política e económica de Angola. 

n)      O tremor que ocorreu um mês antes da visita da representante impostária da ONU para a defesa dos direitos humanos, Hina Jilani em da Luanda. É assustador de ouvir a declaração contraditária de uma alta responsável de uma grande organização como as Nações Unidas (UN), de passar por cima da realidade do nosso país. Isto é, simplesmente interessou-se da importância político-económica e financeira de Angola. 

o)      O corpo do Presidente do Partido Democrático para o Progresso da Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA), um membro da Assembleia Nacional e membro do Conselho da República (órgão consultivo do chefe de estado de Angola), MFULUMPINGA NLandu Victor, professor de matemática na Universidade Agostinho Neto em Luanda, encontrado crivado de balas numa esquina de Samba, frente do Escritório do seu partido. Os seus assassinos nunca foram presos até agora. Quanto ao falso inquérito instaurado pela polícia política, dava a sua faixada sobre a inocência de José eduardo dos Santos neste délito. 

p)      Quem não ouviu o apelo lançado pelo destacado agente da DISA, Fernando de Piedade Dias dos Santos (Nandó). Só os menos atentos e extraidos podem ser alvos desta única aldrabice comunista.  

q)      A falta de boa vontade, transparência e respeito pelo primado do ser humano pela parte do MPLA e do seu contestável líder, a corrupção, a fraude e a insegurança em que está mergulhado o nosso país, não permite sempre a organização das eleições livres e democráticas em Angola. E poderá constituir um grande perigo ou mesmo registar actos comparáveis a da Guiné Bissau.

r)       Mas se temos que respeitar e consternarmos  a cerca de outras pessoas, é necessário que esquecemos o réfem de poder, a corrupção e a fraude eleitoral.

s)       Consternemo-nos dos nossos cadáveres em primeiro lugar, antes de outros. Nunca se pode tirar uma coisa na vista de outro, se não consegue tirar na sua própria vista.

A morte de Nino Vieira pode servir de exemplo para os demais que prendem o poder público.

Massunguna da Silva Pedro

Líder do MPDA

Commentaires (3)

1. Carlos Teixeira Júnior Mercredi, 23 Novembre 2011

Caros concidadãos, Compatriotas.
Sou Angolano, origem Europeia, mas certamente mais Angolano que muitos de etnia negra, já que pertenço à 5 geração nascida em Angola. Não me escondo de nada, já que detenho alguns ex-colegas de escola, ora no MPLA ora na UNIta, ora ainda na FNLA, mas simpatizante que sempre fui pela Unita. Hoje e às distância, verifico que foram Portugueses traidores, que em benefício de "30 dinheiros", viraram os seus militares pafra auxiliarem os elementos pseudo-comunistas a tomarem o poder; atacaram civis e poucos militares, numa ponte na zona do Dondo, sendo estes tão poucos com armas tão arcaicas, que não puderam ripostar, contra os do MPLA e tropas Portuguesas. Ainda existem soldados da altura, que hoje arrependidos pela ajuda dada, estão dispostos a mostrarem a sua co-operação cedida na altura.
São estes actos que ilustram o quão de desumano exite no ainda Presidente, que espero a breve trecho vê-lo a ele e sua família eliminados, e devolver-se o que têem roubado ao Povo Angolano. Note-se que não quero com isto dizer que Savimbi era melhor, quando eu próprio, me afastei do partido quando Fernando Wilson Santos foi morto, por quem? Savimbi? > na altura ele até estava em Marrocos

2. O tal D Vendredi, 05 Août 2011

De facto é possivel que o MPLA tenha feito isto tudo que dizem aí, mas sei que o fez para defender a integridade fisica do povo angolano e também sei que a UNITA o fez 5 vezes mais por pura sede do poder. Aconselho-vos que ao falarem de tal coisa, pensem antes que quem é o mau da fita, que assassinou, mulheres, crianças, velhos e jovens, queimados a pneus, cortejados, enterrados vivos,enfimmm, prefiro parar por aqui, esta historia deixa-me sempre com algumas lágrimas nos olhos. Não tentem enganar ninguém, é certo que o MPLA não é um Partido das maravilhas, tem feitos as suas falcatruas; Mas sobre matanças nós temos onde indicar o nosso dedo. indicamo-lo à um Galinho Preto.

3. AYRES GUERRA AZANCOT DE MENEZES Samedi, 19 Septembre 2009

MPLA DE CONACRY E A SUA POSTERIDADE

O MÉRITO DOS FUNDADORES DO MPLA DE CONACRY SOBRE A FUNDAÇÃO DO MPLA E SUA
SILGA E RESPECTIVAMENTE A FUNDAÇÃO DA OMA TAMBÉM EM CONACRY E TODO SEU
DESENVOLVIMENTO E IMAGEM QUE PROJECTARAM A LUTA DE LIBERTAÇÃO DOS TERRITÓRIOS
COMO ANGOLA, SÃOTOMÉ E PRÍNCIPE, GUINÉE E CABO VERDE.
QUANDO A SIGLA MPLA CONTINUA A VIGORAR INSTITUCIONALMENTE, É PORQUE ELA AINDA POSSUI UM POTENCIAL.
PARA QUE A EXCELÊNCIA SE CONSOLIDE É NECESSÁRIO QUE ESTA CONSTRUÇÃO NÃO PARE DENTRO DE UM IMAGINÁRIO INFINDÁVEL.
A MARCA MPLA ACTUALMENTE A NÍVEL PLANETÁRIO POSSUE UMA REPRESENTATIVIDADE,
IDENTIDADE QUE EMERGE DE UMA DINÂMICA GLOBAL CUJOS RECEPTORES CONTINUAM A
SER EXTREMAMENTE IMPORTANTES NESTA CONSTRUÇÃO.
O MPLA COMO MARCA MUITO REAL OFERECE BENEFÍCIOS DIFERENCIADOS EM TODAS OS
MOMENTOS DOS DESAFIOS TANTO INTERNO COMO EXTERNO E SE PROJECTARÁ COM UMA
VISÃO DE FUTURO LONGINQUO, CONTEMPORÂNEO SE ESSA CONSTRUÇÃO CONTINUAR A SER BEM ESTIMULADA.
A PARTIR DE QUE FACTORES O MPLA PODERÁ RECORRER PARA MANTER UMA POSTURA DE LIDERANÇA INSTITUCIONAL?
SERÁ QUE OS FACTORES ECONÓMICOS E, POLÍTICOS E SOCIAIS ESTARÃO A SER OPTIMIZADOS
NESTA ERA PLENA DE OPORTUNIDADES E ARMADILHAS?
SERÁ QUE O MPLA POSSUE UMA SENCIBILIDADE TANTO TÁCTICA COMO ESTRATÉGICA
BASEADOS NA DIFERENCIAÇÃO E SUPORTADOS PELO EFEITO DA COMUNICAÇÃO?
MANTER-SE NUMA LIDERANÇA EXIGE UMA DIMENSÃO PSICOLÓGICA, ANTROPOLÓGICA E
SOCIAL PARA SE AFIRMAR COMO INSTITUIÇÃO.
AFINAL QUEM SÃO OS VERDADEIROS COLABORADORES INSTITUCIONAIS?
TODAS VIVÊNCIAS E EMOÇÕES ESTABELECEM MARCAS DIFERENCIAIS.
COMO O MPLA FARÁ PARA SE TORNAR ADAPTATIVO E MODERNO PARA EVITAR O ENVELHECIMENTO E IMPLUSÃO SEM CONTUDO FUGIR A SUA ESSÊNCIA?
QUAIS AS VANTAGENS COMPETITIVAS DO MPLA COMO MARCA?
SERÁ QUE O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA MARCA MPLA CONTINUA A VERIFICAR-SE PARA
ALEM DA SUA CONSTRUÇÃO INICIAL PELOS SEIS FUNDADORES DO MPLA DE CONACRY EM 1960?
O VALOR DA MARCA MPLA E SUA IMAGEM AINDA SERÃO RECONHECIDOS COMO OPÇÃO POLÍTICA BEM GENERALIZADOS E DIFERENCIADOS?
AS ATITUDES CRIADAS PELOS FACTORES GERAM SENTIMENTOS DE PREFERÊNCIA E DE LEALDADE E FIDELIDADE DETERMINANDO O VALOR DO CAPITAL DA MARCA.

COMO VALORES INSTITUCIONAIS QUAIS SERÃO OS BENEFÍCIOS, MAISVALIAS E CULTURAS DE EMANCIPAÇÃO E PROGRESSO SOCIAL?
PARA ISSO SERÁ NECESSÁRIO ESTABELECER UM RELACIONAMENTO FORTE QUE VINCULE
TODA INSTITUIÇÃO TOCANDO NO CORAÇÃO ALERTANDO OS SENTIDOS E ESTIMULANDO A MENTE.
DESTRUIR O MPLA SERIA DESTRUIR O MPLA DE CONACRYDOS FUNDADORES DE 1960 QUE
FORAM OS ARTÍFICES, SEIS FUNDADORES DO MPLA, A SUA DIMENSÃO SIMBÓLICA, SEU
PATRIMÓNIO HISTÓRICO E SUA EXPERIÊNCIA COMO CO-CRIADORA DE VALOR NA SUA ENVOLVENTE CHEIO DE VIVÊNCIAS.
O MPLA TEM QUE EVITAR QUE LHE COLOQUEM NUMA SITUAÇÃO DE INDIFERENÇA E DE
MERECER SOMENTE O LUGAR GRATIFICANTE DE PARTIDO HISTÓRICO FACE AO PASSADO E
SER DESAFIADORA DO FUTURO GLOBALIZADO.
QUAL A MISSÃO DO MPLA SENÃO PRODUZIR BEM ESTAR E QUALIDADE DE VIDA
PROMOVENDO A DINÂMICA SOCIAL.

COM AS SUAS VANTAGENS, EXPERIÊNCIAS, SÓLIDA HISTÓRIA POLÍTICA E SUA GÉNESE QUE
COMEÇA EM CONACRY NOS ANOS 60 PELOS SEIS FUNDADORES COM A SUA NOTÁVEL
CAPACIDADE DE CRIATIVIDADE E EMPENHO.

UMA DAS GRANDES VIRTUDES SERÁ DE RECONFIGURAR O MONOPÓLIO DA INFORMAÇÃO E
DO EXPOLIO HISTÓRICO E PRESERVAR SUA NOTORIEDADE.
REVALORIZAR A MARCA MPLA NA MENTE DAS PESSOAS SERÁ UMA CONSTANTE E
CORRESPONDERÁ A UMA FORMA CÍVICA DE BEM -ESTAR.
AFINAL O QUE MOVE O MPLA?
A SUA DISSIDÊNCIA DEVERÁ SUBSTITUIR-SE A SUA INTEGRAÇÃO PLENA E MADURA A
SEMELHANÇA DA INTEGRAÇÃO PATRIÓTICA DOS DESCENDENTES DOS LÍDERES COMO
MOBUTO, GIZENGA, LUMUMBA.

ESCRITO POR:
AYRES GUERRA AZANCOT DE MENEZES
LISBOA 16-09-2009



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