2009 foi o ano com mais jornalistas mortos das últimas duas décadas
A Organização Não Governamental Repórteres sem Fronteiras fala em 76 jornalistas mortos em 2009. Mais 16 que em 2008. Mas os números de mortes na profissão este ano representam mais do que o simples acréscimo de 26 por cento comparando com 2008. É a mais negra estatística dos últimos 20 anos, por causa dos 29 jornalistas mortos no massacre de Maguindanao, nas Filipinas.Desde 2006 que não morriam tantos jornalistas de uma só vez como nas Filipinas. Numa emboscada de milícias privadas a uma caravana que acompanhava um político local morreram 27 jornalistas e dois técnicos de imagem que acompanhavam a comitiva.
Esta foi a maior baixa de jornalistas num só acontecimento desde que em 2006 morreram 11 jornalistas durante um ataque à cadeia de televisão iraquiana Al-Shaabiya, lembra o Comité para a Protecção dos Jornalistas que, desde que começou a fazer esta estatística negra em 1992, nunca tinha visto números tão elevados. Os números de 2009 destronam assim o ano campeão em título, 2007, quando a ofensiva no Iraque estava ao rubro e a morte de jornalistas, principalmente locais, em cenário de guerra era banal. Morreram 67 jornalistas nesse ano, diz a instituição norte-americana sem fins lucrativos.
Em distribuição geográfica, mais uma vez devido às Filipinas, a Ásia lidera em número de mortes, com 44, seguida de África, com 12 e a Europa e Médio oriente vêm em terceiro, com sete cada um e a América com seis.
Mas não é só o elevado número de mortes na profissão que mancha este ano de 2009. Também a perseguição e detenção de jornalistas e bloggers atingiu níveis nunca antes vistos, com destaque para o Irão, devido aos acontecimentos que se seguiram às eleições de Junho, que deram a vitória ao Presidente Ahmadinejad.
Segundo os Repórteres sem Fronteiras estão 167 jornalistas presos e 2009 marcou um ataque sem precedentes à liberdade de expressão online, justificado tanto pelos Repórteres Sem Fronteiras como pelo Comité para a Protecção dos Jornalistas, com o facto de ser mais difícil de controlar a censura na Internet.
Há ainda 160 jornalistas no exílio, “muitos deles a viver em condições de grande risco”, ressalva o comunicado dos Repórteres sem Fronteiras.
Esta foi a maior baixa de jornalistas num só acontecimento desde que em 2006 morreram 11 jornalistas durante um ataque à cadeia de televisão iraquiana Al-Shaabiya, lembra o Comité para a Protecção dos Jornalistas que, desde que começou a fazer esta estatística negra em 1992, nunca tinha visto números tão elevados. Os números de 2009 destronam assim o ano campeão em título, 2007, quando a ofensiva no Iraque estava ao rubro e a morte de jornalistas, principalmente locais, em cenário de guerra era banal. Morreram 67 jornalistas nesse ano, diz a instituição norte-americana sem fins lucrativos.
Em distribuição geográfica, mais uma vez devido às Filipinas, a Ásia lidera em número de mortes, com 44, seguida de África, com 12 e a Europa e Médio oriente vêm em terceiro, com sete cada um e a América com seis.
Mas não é só o elevado número de mortes na profissão que mancha este ano de 2009. Também a perseguição e detenção de jornalistas e bloggers atingiu níveis nunca antes vistos, com destaque para o Irão, devido aos acontecimentos que se seguiram às eleições de Junho, que deram a vitória ao Presidente Ahmadinejad.
Segundo os Repórteres sem Fronteiras estão 167 jornalistas presos e 2009 marcou um ataque sem precedentes à liberdade de expressão online, justificado tanto pelos Repórteres Sem Fronteiras como pelo Comité para a Protecção dos Jornalistas, com o facto de ser mais difícil de controlar a censura na Internet.
Há ainda 160 jornalistas no exílio, “muitos deles a viver em condições de grande risco”, ressalva o comunicado dos Repórteres sem Fronteiras.
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