Angop e jornal de Angola
Angop e Jornal do MPLA continuam fazer campanha contra a UNITA e o seu Presidente
"Diàrio denuncia pràtica de politica errada no sitio errado"
O Lider da UNITA, na sua visita a Portugal, està a demonstrar que continua acantonado no espirito conspirativo da Jamba e por isso em vez de usar uma linguagem digna de um politico com aspirações ao poder, reproduz as atoardas, as mentiras e as calunias tão caras à imprensa e aos circulos hostis a Angola, denuncia o editoral do Jornal do MPLA na sua edição de quinta-feira.
Segundo o diàrio, num encontro restrito com jornalistas lusos, Samakuva disse que o MPLA limita a liberdade de imprensa e controla a Justiça e usou mais uma vez o estafado argumento da corrupção afirmando que Angola se tornou "num Estado patrimonialista e clientelista" e que o pais està classificado "como dos mais corruptos do mundo", expressões caras ao clã soarista.
Dizer estas coisas a uma corte de jornalistas escolhidos a dedo é muito grave, porque o lider da UNITA mostra que continua em guerra contra o seu proprio pais e a tratar Angola e os angolanos como inimigos a abater.
No editorial, considera-se pouco digno e até imprudente usar os argumentos habitualmente usados por Jaão Soares. Indigno, porque o antigo presidente da Câmara de Lisboa està permanentemente a denegrir o pais. E é imprudente porque seguir o seu pensamento ou usar os seus argumentos pode redundar em desastre eleitoral.
Samakuva não deve esquecer que João Soares foi corrido da Câmara Municipal de Lisboa e quando maistarde tentou ser presidente da Câmara da Vila de Sintra foi estrondosamente derrotado. E um politico gasto, sem chama, sem apoio popular, sem credibilidade e unanimemente detestado em Angola. Ele vai mal se segue tão desastrado exemplo.
Màrio Soares, o chefe do clã de apoio a Samakuva, é um desastre mais grave. Tentou cavalgar a maioria absoluta do Partido Socialista nas eleições presidenciais e nem um terço dos votos conseguiu, ficando num humilhante e cruel terceiro lugar. Jà nem os seus correligionàrios lhe dão confiança. Por isso não se percebe o que Samakuva ganha ao prestar vassalagem a dois cadàveres politicos.
Com milhares de esqueletos no armàrio e de braço dado com dois politicos em acelerada decomposição, Samakuva parece correr para o desastre total. Mas isso fica por conta e risco dos militantes e apoiantes da Unita.
O pior é que se comporte como um escriba irresponàvel de um qualquer pasquim, que anda sempre a ulular acusações de corrupção sem provas. Samakuva nesta sua visita a Portugal cometeu vàrios erros graves, indignos de alguém que se apresenta aos eleitores como alternativa de governo.
Em primeiro lugar, ao ir a Portugal abrir uma campanha politica e falar de corrupção, escolheu mal o sitio. E o proprio Presidente da Republica Portuguesa a reconhecer que a corrupção é hoje um dos mais graves problemas que Portugal enfrenta.
Em segundo lugar, nem se dignou infarmar o nosso jornal, ùnico diàrio generalista do pais, da sua viagem, dando preferência a alguns jornalistas portugueses. Como temos um delegado em Portugal, era de nosso interesse e da Unita fazermos a cobertura da sua viagem para os leitores angolanos. Mas Samakuva ainda nos trata como se tivesse um pé na Jamba. Portou-se como no tempo da guerra e so soubemos da sua viagem pelas declarações graves que fez contra Angola.
Outro erro grave para a conta pessoal do lider da Unita foi ir a Lisboa dizer a um grupo de jornalistas amigos o que devia ir dizer ao Procurador-Geral da Republica, em Luanda. Se Samakuva tem provas ou mesmo indicios de que o seu pais " é dos mais corruptos do mundo", tem de levar esses indicios ou essas provas a quem de direito. Nunca o fez. E chegou a Lisboa e sob a asa protectora dos companheiros de sempre, lançou mais calùnias contra Angola, dando um péssimo exemplo de falta de sentido de Estado.
Os retornados de extrema direita e os beneficiàrios dos diamantes de sangue devem ter ficado felizes com o discurso de Samakuva, mas os angolanos que se prezam, que amam o seu pais e que lutam pela sua grandeza, ficaram seguramente muito zangados com o lider da Unita.
Se Samakuva tem um projecto para Angola, que revele aos eleitores angolanos os contornos desse projecto. Se tem conhecimento de actos de corrupção, que os denuncie publicamente e entregue as provas de que dispõe à Procurador-Geral da Republica. Mas Samakuva não pode continuar a portar-se como um embaixador desactualizado, com a missão de destruir a imagem do seu pais no Ocidente.
O lider da UNITA disse em Lisboa que o seu partido està à esquerda do MPLA. Se assim fosse, o seu lider não estaria a usar hoje os mesmos métados que a PIDE usava para denegrir e aniquilar os dirigentes nacionalistas que lutavam pela libertação da pàtria, sob a bandeira do MPLA, lançando campanhas cauniosas e difamatorias.
Samakuva sabe que Angola conquistou a paz e fez a reconciliação, por isso ninguém compreende que o lider da UNITA continue agarrado destroços do passado, fazendo a politica errada no sitio errado.
"Presidente da Unita faz campanha em Portugal com omissões nos pronunciamentos"
O residente da Unita, Isaias Samakuva, fez recentemente alguns pronunciamentos pùblicos em Portugal, como forma de passar uma mensagem politica no âmbito da sua camapanha eleitoral.
Na sua campanha portuguesa, segundo referência do Editorial da edição de quarta-feira, do Jornal do MPLA, Isaias Samakuva disse aos empresàrios lusos que o seu partido jà nao destroi pontes, barragens, hospitais, escolas, edificios pùblicos e outros perigosos alvos militares.
Nestas revelações, este politico poderia também referenciar que està posto de parte o método "democràtico" de lançar à fogueira mulheres indefesas ou adversàrios incaustos. Mas esta parte, tanto ou mais importante que a primeira, fica para quando o seu partido entrar na refrega da campanha eleitoral.
Nesta sua ida a Portugal, deu sinais de ser um politico perspicaz e com um sentido profundo da antecipação dos acontecimentos. Ele fez uma declaração à imprensa portuguesa a todos os titulos notàvel, que mostra bem a sua dimensão de politico sagar e inteligente.
Samakuva disse aos jornalistas que o seu partido quer diversificar a economia angolana porque, apesar de estar a crescer de forma gigantesca, "està centraizada no sector petrolifero, mas sectorse como a agricultura são estratégicos, podem empregar muita gente".
Tem toda a razão. E foi por saber desta realidade que a Unita não se distanciou até agora inequivocamente das minas que semeou nos campos agricolas de Norte a Sul do pais e provocaram milhares de mutilados entre os camponeses.
Para elucidar a imprensa portuguesa, este politico devera referir que Angola està a gastar biliões de dolares na desminagem dos campos agricolas e so depois serà possivel plantar e semear, e so plantando e semeando se criam empregos e é possivel produzir os alimentos que hoje o pais importa.
Mas apesar desta realidade cruel, Angola jà està a investir fortemente no sector da agricultura, um dso que maior crescimento regista.
Samakuva e o estado-maior da Unita quando inundaram Angola de minas terrestres, jà sabiam que um dia chegaria a paz e com ela as eleições. E que na campanha eleitoral, pelos vistos jà lançada por Samakuva, o seu partido havia de atirar à cara do Governo a acusação de que não manda os camponeses trabalhar nos campos de minas.
Samakuva não ficou por aqui no seu encontro com os jornalistas portugueses, que nem foram capazes de perguntar ao lider da Unita como se faria agricultura convivendo com o perigo das minas e sem infra-estruturas e equipamentos.
Ele também invectivou o Governo por manter o pais fechado no litoral e não abrir as portas para o interior. Mais uma sàbia declaração de quem preparou ao milimetro uma estratégia infalivel, começada logo a seguir à estrondosa derrota eleitoral em 1992.
Proclamados os resultados, num àpice, apareceram com um exército clandestino e ilegal, ocuparam quase todas as capitais provinciais e impediram pela força das armas a livre circulação de pessoas e bens.
Com esta atitude, este lider politico sabe que mente. Hoje o pais està aberto ao interior, mas para isso foi preciso acabar com a guerra e repor tudo o que a Unita destruiu.
Para reforçar a sua sàbia estratégia, começou a partit pontes, barragens, pontões, postes de alta tensão, caminho-de-ferro, aeroportos e a minar estradas e trilhos.
E Portugal, perante um grupo de jornalistas Samakuva diz que caso a UNITA ganhe as eleições, o seu governo vai "reconstruir as pontes, as vias, os aeroportos, os hospitais e as escolas". Eis uma declaração que hà muito era de esperar do lider do "Galo Negro". apenas peca por tardia.
Por força dos acordos firmados e da magnanimidade do Governo de Angola, a Unita escapou de pagar pesadas indemnizações pelos prejuizos causados durante mais de 30 anos.
Pelos vistos, samakuva està agora disposto a pagar. Finalmente o seu partido, que desde a sua fundação apenas destruiu e traiu, agora està disposto a construir. Jà não era sem tempo. Mas essa não tem sido a pràtica corrente como parceiro do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional quando desacredita as autoridades e incita à desobediência.
A mais comovente de todas as declarações de Samakuva tem a ver com a sua preocupação com os direitos humanos. Disse ele na capital do defunto império colonial português que em Angola hà detenções de jornalistas e foi encerrado em Luanda um escritorio dos Direitos Humanos das Nações Unidas.
A realidade està relacionada com um jornalista condenado por crime de liberdade de imprensa, e foi cumprir pena por decisão de um tribunal. Acabou por ser libertado por força de um recurso. O tal escritorio da ONU, afinal nunca teve existência legal. E Samakuva considera estes dois casos, normais em qualquer pais do mundo, como atentados aos direitos humanos.
Com estas declarações, Samakuva coloca-se à margem da lei, da legitimidade democràtica e dos Tribunais. No quadro encarado por si, os direitos humanos seriam impossiveis. São as reminiscências do passado a virem à tona?
Commentaires (0)
Aucun commentaire pour l'instant, soyez le premier à laisser un commentaire.





















