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Assunção dos Anjos não aceita a "guerra" que lhe é movida por uma empresa portuguesa

Ambaixador de Angola em Portugal queixa-se de noticias a seu respeito

Assunção dos Anjos não aceita a "guerra" que lhe é movida por uma empresa portuguesa

O embaixador de Angola em Portugal, Assunção dos Anjos, apresentou queixa a vàrias entidades portuguesas por causa de noticias que foram veiculadas a seu respeito, informou revelou uma fonte da Procuradoria-Geral da Republica (PGR).

"O senhor embaixador de Angola apresentou queixa a vàrias entidades portuguesas, incluindo ao procurador-geral, sobre noticias veiculadas, pedindo tomada de posição", disse a porta-voz da PGR, num esclarecimento adicional a uma nota de imprensa difundida por este organismo ao fim do dia de hoje.

Assunção dos Anjos e o procurador-geral, Pinto Monteiro, encontraram-se na PGR, em Lisboa, em 19 de Dezezmbro ultimo, mas nenhuma das partes confirmou que a queixa do diplomata tenha sido apresentada nessa reunião.

"Foi um encontro de cortesia hà muito marcado", disse fonte da Embaixada de Angola em Lisboa.

A nota da PGR surge dois dias depois deste encontro. O documento é justificado por "noticias vindas a publico", onde é referido o nome do embaixador de Angola em Portugal, e esclarece que  "o representente de uma empresa portuguesa apresentou queixa-crime" contra Assunção dos Anjos, "queixa essa que veio a ser arquivada pelo Ministério Publico, por despacho de 13 de Dezembro de 2007, por não existirem quaisquer indicios de ilicito criminal".

A empresa portuguesa em causa é a Filapor-Comércio Internacional, confirmou o adido de imprensa da Embaixada de Angola em Lisboa.

"Tendo o participante requerido a abertura de instrução, novamente o Ministério Publico se veio a pronunciar em 19 de Dezembro de 2007, no sentido de os autos não deverem prosseguir no que respeita a sua exclência o embaixador", acrescenta a nota da PGR.

Na origem destas queixas cruzadas està a venda, em 1996, de mercadoria às forças armadas angolanas pela Fiapor - Comércio Internacional. O responsàvel desta firma, Manuel Lapas Costa, reclama uma divida que diz não lhe ter sido paga na integra pelo embaixador angolano e por Lopes Cardoso, conselheiro da representação diplomàtica angolana em Lisboa.

"Dos 573 mil euros que a Presidência da Republica de Angola tinha para me pagar, 250 mil foram desencaminhados", disse à Lusa Manuel Lapas Costa, contactado por telefone, acusando aqueles diplomatas.

A PGR vem agora informar que "o participante intentou hà anos acção civel contra a Republica de Angola, acção que veio a ser julgada improcedente na primeira instância, decisão confirmada pelo Tribunal da Relação e pelo Supremo Tribunal de Justiça".

"Desde então" prossegue a PGR, "tem apresentado queixas contra vàrias pessoas, lê-se na nota incluindo todos os magistrados que julgaram a referida acção civel, por injurias e ofensas", informa-se ainda, o participante é arguido em vàrios processos". 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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