Bemba arrestado em Bruxelas
Bemba arrestado em Bruxelas pela ordem de Haia

Haia - Jean Pierre Bemba, ex-chefe rebelde da República Democrática do Congo, e presidente do Movimento para a Libertação do Congo, foi arrestado as 22h00 do Sábado na sua residência do Woluwé em Bruxelas, pelas autoridades belgas num mandado de captura formulado pelo tribunal internacional que o acusou ter perpetrados crimes de guerra e crimes contra a humanidade na República centro-africana, entre 2002 e 2003.
A extradição do antigo vice-presidente da República Democrática do Congo, poderá levar dois à três meses segundo o procedimento clássico, deixou entender ontem a assembleia federal belga.
Jean Pierre Bemba é acusado por quatro chefes de crimes de guerra e de dois chefes de crimes contra a humanidade na sua qualidade do chefe do Movimento para a libertação do Congo (MLC), foi também acusado nomeadamente por actos de violações, actos de tortura e pilhagens presumidos que foram perpetrados pelas suas forças armadas no quadro do conflito na República centro-africano entre 25 de Outubro de 2002 e 15 de Março de 2003.
Segundo a CPI, a acusação estima que existe "motivos justos" de acreditar que as forças do MLC "estiveram em causa de um ataque sistemático ou generalizadocontra a população cívil e cometeram violações, actos de tortura de acertas a dignidade da pessoa e de pilhagens, nomeadamente na localidade denominada PK 12 e nas cidades de Bossangoa e Mongoumba".
Jean Pierre Bemba é a primeira pessoa que faz objecto de um mandado de captura no quadro da situação em República centro-africano. Candidato desgraçado a presidência em Outubro de 2006, que levou a sua retirada urgente para Portugal em 2007, após os confrontos entre a sua milícia e as forças regulares. Bemba é alvo de um mandado de captura da justiça congolês, diz o juís.
O comissário europeu Louis Michel, inimigo princípal dos congolêses, interrogado sobre o caso pela antena belga RTL-TVi, explicou que, caso esta inculpação for confirmada contra o Bemba, então várias outras inculpações deverão prosseguir em razão nomeadamente daquilo que se passa actualmente ainda no leste do Congo.
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