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CABINDA - Assassinato e detenções

ASSASSINATOS E DETENCÕES EM CABINDA

Cabinda -As forças armadas e a policia angolana, continua intimidar as populações indefesas e activistas civicos em Cabinda, causando no meio deles alguns mortos revela o comunicado interceptado.

Exmos Senhores,

Viemos pela presente levar ao vosso conhecimento o seguinte:

Sàbado, dia 29 de Dezembro de 2007, por volta de 17 horas, José Gabriel Puati (também conhecido por Gabby), de 24 anos de idade, natural de Chinfuca (perto de beira-Nova, Municipio de Cacongo) e residente em Caio Contene (Ncuto), filho de Gabriel Puati e de Teresa Malila, pai de 2 filhos, foi morto a tiro por militares das FAA, na unidade militar de Pangar (Ncuto).

O acto aconteceu depois do ataque perpetrado por militares da FLEC nesse mesmo dia pelas 8 horas, no "Mongo M'lola" ( descida dando riacho M'lola), a 50 metros da aldeia de Seva, que dista de cento e oito kilometros de Pangamongo. Na sequência deste incidente, todos os cidadãos de Seva, os Srs. Martins Yanga, André Nduli e Leão foram presos pelas FAA, sob acusaçãode estarem envolvidos no ataque. Além disso, as FAA procederam ao confisco dos bilhetes de Identidade de muitos aldeões de entre os quais, o Sr. Alberto Mbumba, João Buela e Afonso Massia; quem pediram a comparência no quartel de Pangamongo. E o José Gabriel quando regressava de Buco-Zau, para onde se deslocara na véspera em négociõs chegar junto à unidade militar da aldeia de Pangamongo, deparou-se com um grupo de militares das FAA, que o interpelou e o acusou de militante da FLEC, em jeito de justificação da sua conduta. Ao tentar exibir a sua documentação, as tropas puseram-se a espancà-lo, e, em sequida disparam sobre ele, causando-lhe morte imediatamente. Segundo testemunhas, oculares, estas tropas agiam sob a chefia do comandante Lacrau, e se tinham deslocado à Pangamongo para reforçar a seguinte zona.

Os três cidadãos detidos foram simplesmente conduzidos em Zau, sede de Municipio do Buco-Zau. O Brigadeiro Wala, que se deslocou no terreno para melhor se inteirar do sucedido, prometeu trazer os prisioneiros de volta à aldeia, dada a falta de provas do seu envolvimento no ataque. Porém, o destino destes cidadãos continua incerto; e não hà noticia sobre a evolução dos pedidos de comparência na unidade militardo Pangamongo. Além disso, o coordenador da aldeia de Seva, José Gime, mais conhecido por José Bota é dado por desaparecido. Finalmente, José gabriel por mais uma vitima do actual figurino socio-politico e juridico.    

 

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