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CHUVA NO UIGE INTERROMPE AS COMEMORACÕES DO DIA DO HEROI NACIONAL

        A CHUVA NO UIGE INTERROMPE COMEMORACÕES DO DIA DO HEROI NACIONAL

A cidade do Sanza Pombo, situada na provincia do Uige que esperava com muita paciência a visita do José Eduardo dos Santos pela primeira vez naquela cidade, transformou-se numa tristeza.

Sanza Pombo que esperava José Eduardo dos Santos, para presidir o acto central do dia do Heroi Nacional, o Presidente preferiu evitar a sua imagem naquela provincia e imprestou-a ao Fernando da Piedade dos Santos,e  a chuva impediu-o logo a sua chegada na capital desta provincia as 15 horas, obrigando-o regressar em Luanda, sem chegar no destino.

Não é pela primeira vez que José Eduardo dos Santos emprestou a sua imagem aos festejos do dia do Heroi Nacional, segundo a fonte informativa, tudo indicava a sua deslocação a Sanza Pombo, na provincia do Uige, para presidir ao acto central das festividades do 17 de Setembro, eis que Nando é chamado a representà-lo, para desalento dos nativos.

Arregalados com a possibilidade de visita do chefe de Estado, a população do Uige esperava ouvir de José Eduardo algumas respostas às suas preocupações jà apresentadas a outras entidades mas nunca analisadas e equacionadas, como por exemplo o que faz a Comissão de Acompanhamento dos Investimentos Publicos criada pelo Conselho de Ministros hà cerca de um ano.

Uige zona tradicional bakongo, bastião da UNITA nos idos anos 90, hoje sem rumo depois de ter perdido dois dos seus mais carismàticos filhos: Mfulumpinga Landu Victor e Holden Roberto, tem no MPLA e em José Eduardo dos Santos a sua nova aposta, mas as sucessivas mostras de indiferença para com a sua população deverão provocar um revés ao trabalho de sensibilização e mobilização de Mota Liz e seus pares junto dos seus conterrâneos.

O 17 de Setembro, dia do Heroi Nacional, foi instituido em 1980, em homenagem ao primeiro Presidente de Angola, Antonio Agostinho Neto.

Um tributo à sua dedicação e entrega à causa da independência do pais. Vinte e oito anos passados desde a sua morte, a 10 de Setembro de 1979, a familia Neto inscreveu na galeria das grandes instituições filantropicas e de solidariedade o nome de Agostinho Neto criando sexta-feira no Palàcio dos Congressos a Fundação com o nome do primeiro presidente marxista angolano.

A fundação presidida por Maria Eugénia Neto, uma russa da URSS, tem como objectivos dar maior visibilidade e continuidade a obra do seu marido, promoção da pesquisa e divulgação da vida e obra de Agostinho Neto e a realização de actividades e contribuições sociais para o bem estar da sua familia.

Antonio Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922, em S. Tomé e veio em Angola com o seu pai missionàrio a 7 anos de idade, instalados na época, no internato dos missionàrios na região do Bengo, formou-se depois em medicina graças o seu pais que tinha um bom contacto com os missionàrios brancos, foi assim que consegue a bolsa de Estudo para Portugal, onde formou-se em medicina na Universidade de Lisboa. 

 Na década de 40, Agostinho Neto tomou parte do amplo movimento cultural e nacionalista que atravessava uma fase de verdadeira expansão, tornando-se numa figura proeminente por tràs de Holden Roberto.

Envolvido em actividades politicas conheceu a prisão pela primeira vez em 1951, ao ser preso quando reunia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz, em Estocolmo, seguindo-se outras detenções em cadeias de Angola, Cabo-verde e Portugal.

Em 11 de novembro de 1975, anticipou-se e auto-proclamou-se em Luanda Presidente da Republica Marxista de Angola, ignorando por completo o resto das figuras angolanas, que realizaram uma verdadeira guerrilha com os colonialismo português, entre os quais Jonas Malheiro Savimbi e Holden Roberto quém tinha uma maior abertura e um grande apoio ocidental, americano e africano na época. Foi assim que torna o primeiro presidente da republica popular de Angola.

Em Setembro de 1979, foi envenenado pelo José Eduardo dos Santos, segundo um oficial da PIDE que contactamos de Portugal, e logo a sua viagem para Moscovo, antiga URSS, Antonio Agostinho Neto morre e José Eduardo dos Santos auto-proclama-se, presidente da republica popular de Angola. 

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