DESMOBILIZADOS QUEREM MAIS SERIEDADE DO PRESIDENTE DA REPUBLICA
os desmobilizados querem mais seriedade do presidente da republica
O presidente da Republica de Angola, José Eduardo dos Santos, prometeu e esperamos que cumpra. E esse o sentimento que norteia os ex-militares desmobilizados no âmbito do memorando de entendimento assinado no Lwena, provincia do Moxico, facto que ocorreu hà jà cinco anos entre chefias militares das Forças Armadas Angolanas e o então Alto Comando Militar das FALA.
Estacionados na provincia do Kuanza-sul como àrea preferencial, estes angolanos passam por vàrias vicissitudes estando assim o Governo da Republica de Angola a atropelar o estatuido do momento.
Cristina Margarida Mateus foi desmobilizada com a patente de sub-tenente. Ela disse em exclusivo à Voz da América que o seu dia-a-dia tem sido um martirio.
Estamos entregues a Deus darà. Nos ficamos assim de parte porque até agora mesmo nessa tal desmobilização, fala-se da reforma e que a reforma so abrangiu os oficiais superiores e os oficiais subalternos estão de fora. Isso cria uma grande preocupação.
Cria-nos uma grande preocupação porque se até agora os oficiais superiores não recebem aquilo que lhes diz respeito, e nos então como oficiais subalternos que estamos entregues aos ventos, quando é que serà o nosso dia? E reclamamos muito porque nos vimos e sabemos o quê que o pais tem. Nos sabemos o quê que o governo tem feito no pais, hà bem pouco tempo falou-se da construção de campos do afrobasket mas, porquê que tem tanto dinheiro para fazer essa coisas e, as pessoas que constituem o pais ficam de parte? Então é uma grande interrogação que nos temos e nos ficamos às vezes sem palavras e gostariamos que o governo ainda revisse o seu estatuto.
O mesmo sentimento é compartilhado por João Benjamin Sahuma, ex-capitão e antes aquartelado em Menongue, no Kuando-Kubango.
Eu quero pedir ao Sr. presidente José Eduardo dos Santos o encontro que tiveram com o nosso presidente Samakuva, deve meter em consideração porque, uma coisa é um acordo assinado e nessa altura se o acordo não vale, vamos pedir ao senhor presidente da Republica para que considere o encontro que tiveram com o senhor presidente Samakuva. E triste para dizermos qual é a nossa labuta diària.
E dificil dizer porque a garantia dada não se està a conseguir. Eu vou à lavra, trabalho, eu sou enfermeiro mas, sou obrigado a trabalhar mais, quero pedir ao Sr. Presidente que considere aquilo que é um acordo assinado.
Outro desmobilizado que falou a Voz da América é o sub-tenente Matos Basilio que mostra-se vinsatisfeito com o incumprimento do memorando do Lwena.
Realmente vive-se mal mesmo, não tenho mesmo nada. Estou a sofrer e não tenho apoio para o governo dar e sempre estou mesmo assim sem apoio nenhum porque o velho presidente Samakuva fez um encontro com o presidente da republica para poder dar pensão aos ex-militares, pelo menos deveria cumprir ainda desta vez.
Ex-militares das extintas FALA no Kuanza-Sul insatisfeitos com os incumprimentos do governo de Eduardo dos Santos na materialização do memorando de entendimento do Lwena este que pos fim ao conflito armado em Angola.
O secretàario provincial para informação da UNITA, no Kuanza-Sul, Celestino Samahina, que corroborou da ideia de seus companheiros minimiza a questão e acredita que o governo està a trabalhar no dossier e tão logo quanto possivel os frutos virão à superficie.
E chegado o momento então de o governo assumir os seus compromissos que a partir do memorando do Lwena foram ratificados pelo presidente da republica. Interessa aqui dizer que é lamentàvel porque cinco anos depois os sinais satisfatorios para estes que são a maioria ainda tardam a chegar.
Queremos acreditar que com vàrios esforços que se têm feito desta vez seja mesmo desta vez. Também o pais està em condições de agora olhar para os seus filhos. Não hà razões que impeçam que aquilo que foi acordado não se cumpra. Portanto, tenho a certeza e queremos acreditar na boa fé do presidente da republica que é o chefe do pais aliàs, sabe bem como jornalista que em Angola tudo depende de uma instância e essa entidade é o Presidente da Republica - disse.
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