FAA «DESARMA» EFECTIVOS
FAA «DESARMA» EFECTIVOS
Os militares das Forças Armadas Angolanas (FAA) começaram hoje a entregar as armas que têm em sua posse de forma ilegal ou mesmo legal, pois todas as licenças que autorizavam o seu porte estão doravante anuladas por determinação superior.
O acto simbólico de arranque aconteceu no quartel-general do exército angolano presidido pelo Chefe do Estado-Maior General das FAA, general Francisco Furtado, que enfatizou a necessidade de um maior rigor no armazenamento e cuidado do armamento orgânico das Forças Armadas.
Para o general Furtado, a entrega e acondicionamento das armas em posse do militares nos quartéis «não significa que as FAA estão a desarmar o seu efectivo, mas sim ter um maior controlo do armamento e garantir maior segurança dos mesmos para a manutenção da estabilidade da paz no país.»
Este processo de entrega e recolha das armas vem, segundo o CEMG, complementar os actos de recolha do armamento em posse dos efectivos da defesa civil num total de mais de 120 mil armas de fogo já armazenados em diferentes depósitos centrais e regionais do Estado-Maior do Exército.
O Chefe do Estado-Maior General defende que o seu efectivo não pode ser «acusado de incumprimento das suas responsabilidades», devendo por isso contribuir para que não haja armamento fora do controlo das unidades.
«Temos que tomar medidas adequadas para responsabilizar todos que enveredem pela via do extravio ou retirada de armas dos quartéis».
A cerimónia decorreu em simultâneo nos diferentes quartéis dos ramos das FAA, ou seja Força Aérea e da Marinha de Guerra, em actos dirigidos pelos respectivos chefes de Estado Maior, generais Francisco Lopes Afonso «Hanga» e Augusto da Silva Cunha «Gugu».
O Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra, Augusto da Cunha, apelou para a necessidade de se redobrar o controlo das armas acondicionadas nos quartéis, pois é de lá que saem para o mercado.
«Constatamos que muitas vezes o nosso fraco controlo é que permitia que alguns militares indisciplinados levassem essas armas para a casa por deficiente controlo dos próprios chefes. Imaginem uma arma vendida a cem dólares, equivalentes mais ou menos a sete mil e quinhentos Kwanzas, que é gasto na hora, ou seja em menos de duas horas o dinheiro desaparece mas, essa arma vai ceifar vidas humanas e a vida humana não tem preço. Todas as autorizações de porte de arma salvo as de defesa estritamente pessoal e para quem tem efectivamente tal direito caducam com este acto e serão recolhidas coercivamente».
O processo de entrega de armas pelos efectivos das FAA decorre em todo o país de forma voluntária e está previsto também uma recolha coerciva junto dos militares angolanos.
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