Fernando Heitor deplora deccisão do governo de Angola de excluir angolanos no exterior a votarem
Fernando Heitor deplora decisão do governo de excluir a diaspora angolana a votarem
Luanda - O deputado da UNITA na Assembleia Nacional, Fernando Heitor, disse que o governo de Luanda continua a demonstrar a sua sensibilidade para com o povo angolano.
O deputado Fernando Heitor, reagia perante à decisão da comissão Interministerial para o Processo Eleitoral, apresentada pelo coordenador da referida comissão, Virgilio de Fontes Pereira, que definitivamente excluiu o registo eleitoral aos angolanos que vivem no exterior do pais, por alegada falta de condições.
Este pretesto não convenceu o economista e deputado da UNITA Fernando Heitor que na sua anàlise revelou que Angola tem reservas que ultrapassam vàrios "bilhões" de dolares.
Segundo o deputado, esta medida do governo ditatorial vem cimentar a politica de exclusão, tendo aproveitado a oportunidade para lembrar que o executivo angolano està a dar "tiro" nos seus proprios pés.
"Caso as eleições forem de facto transparentes, é evidente que a oposição tem as favas contadas. Não se pode brincar numa altura destas. Não se deve poupar esforços adicionais para poder unir todos angolanos num desafio tão patriotico quando é as eleições", exprimiu este deputado.
"As eleições são uma forma diferente de pôr os angolanos a comungar o mesmo ideal, que é democratizar o pais; entrar numa nova era em que passaremos doravente a ter as instituições do Estado a serem legitimadas regularmente".
"Agora quando se passa tanto tempo sem eleições, quando se parte para este pleito excluindo angolanos; os nossos sobrinhos, tios, filhos, pais que estão no estrangeiro ocasionalmente é inadmissivel, e as eleições estão ali e você pode fazer o balanço e vai ver que ninguém aplaude uma ideia tão impopular quanto esta", destacou.
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SWAPO não participou na palestra sobre a Batalha do Cuito Cuanavale
O Partido namibiano SWAPO, não se fez representar na palestra promovida pelo Ministério angolano da Cultura, no quadro do 20° aniversàrio da Batalha do Cuito Cuanavale, que decorreu no dia 20 de Março do corrente ano, na sede da Assembleia Nacional, em Luanda.
Na palestra em que participaram militares, académicos, jornalistas, deputados, estudantes e população insteressada, foi notoria a politica de "cadeira vazia" do Partido namibiano SWAPO, um dos principais protagonistas desta Batalha. A organização da palestra não revelou o que estava por detràs da ausência deste partido politico da vizinha Republica da Namibia.
Convidadão a usar da palavra o então chefe de Estado Maior General das antigas FAPLA (1982-1990), antigo braço armado do MPLA, destacou na sua intervenção que batalha abriu caminho para a independência da Namibia e mais tarde à queda do regime do apartheid na Africa do Sul.
Jà Ministro da Cultura, Boaventura Cardoso, destacou na sua intervenção que o objectivo da palestra "não é levantar odios antigos, mas sim, contar a historia porquanto ninguém pode negar os factos que marcaram profundamente o nosso percurso e determinaram, na região Austral, a independência da Namibia e o fim do regime do apartheid na Africa do Sul", destacou o governante.
Depois de serem apresentadas pelos prelectores as linhas mestras da palestra, abriu-se um periodo de debate que serviu para os presentes estarem por dentro da então Batalha do Cuito Cuanavale, que nos ùltimos dias tornou-se actualidade no pais.
Para o deputado da UNITA, Abel Epalanca Chivukuvuku, passou-se uma imagem de que o actor desta Batalha foi so uma parte, o que para o politico os verdadeiros actores "fomos todos nos os angolanos".
O deputado aproveitou a oportunidade para referir que " do ponto de vista estratégico-militar, não existiu o conceito de Batalha do Cuito Cuanavale. Houve todo um teatro de operações do Cuito Cuanavale ao Lomba (Mavinga)".
O politico destacou que para além das questões de ordem militar que no seu entender não são as mais importantes, "para nos decantamos tudo aquilo que desencadeou todo este esforço militar, o quadro estratégico global das acções que ocorreram durante este periodo (1987-1988) resultou em dois grandes acordos: o primeiro que foi o acordo tripartido que permitiu a implementação da resolução 435 para a independência da Namibia, também estruturou o calendàrio e a operatividade da retirada das forças cubanas de Angola; em segundo também foi este todo contesto global que permitiu a efectividade dos acordos de Bicesse que introduziram as transformações fundamentais aqui no nosso pais", recordou Epalanca.
"Em primeiro lugar o fim do Partido ùnico com a introdução da democracia, em segundo lugar o fim do que alguns chamam de comunismo e outros chamam de economia de planificação central e que trouxe o conceito de economia de iniciativa privada. Todo este contesto global das acções militares que ocorreram durante estes anos, de facto, não resultaram so num processo; resultaram em vàrios processos que redundaram nos acordos tripartidos e nos acordos de Bicesse", lembrou.
Jà o historiador Constantino Zeferino, disse que sai da palestra preocupado com a forma como os factos historicos ficaram deturpados pelos prelectores.
Constantino Zeferino, disse que como historiador " não poço sair satisfeito porque o historiador so pode ficar satisfeito quando se depara com fontes bibliogràficas, historiogràficas ou fontes orais crediveis para poder trabalhar, e aqui não se sucedeu assim", destacou.
" Entendo que o que assistimos é tudo menos ciências historicas, é tudo menos saberes historicos, é tudo menos aquilo que constituiria espectativa para uma educação historica no dominio da historia de Angola. O que vivemos aqui é um empolamento de factos mal contados para fins politicos. E sobretudo uma tentativa desesperada de pretender chamar-se para si alguma virtude que não so não existiu, como também na realidade ela é incompleta porquanto os actores das diversas batalhas de Angola não foram tidos nem achados", destacou, tendo destacado que o importante é que haja alguma pesquisa responsàvel e um trabalho multidisciplinar e transdisciplinar no dominio da investigação historica atinente a historia de Angola recente para se reportar factos da historia militar, economica e social do pais.
Com esta medida Constantino Zeferino entende que se poderà " deixar pistas e pràticas daquilo que se està a fazer e não aparecer com emoções e factos eivados de partidarismos que para nada contribuem e são estranhos às ciências que é diferente de politiquisses", desabafou o historiador.





















