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FILDA abre-se a investidores e

FILDA abre-se a investidores estrangeiros com o olhar na construção civil

Mais de 550 expositores, 350 dos quais estrangeiros, deverão estar representados em Angola na 26ª edição da Feira Internacional de Luanda, que tem como enfoque principal «a reabilitação das infra-estruturas como elemento importante para o desenvolvimento de Angola».

O certame presta assim particular atenção aos equipamentos e às soluções tecnológicas de apoio às grandes obras que se vão fazendo um pouco por toda Angola.

O presidente do Conselho de Administração da Feira Internacional de Luanda(FIL), Matos Cardoso, explicou à Voz da América o objectivo da escolha deste enfoque para a edição da FILDA que arranca já amanhã.

«O propósito da feira é de acompanhar todo o processo de desenvolvimento do pais e faz parte da estratégia do Governo a reabilitação de todas a infra-estruturas sociais de apoio ao desenvolvimento e nos queremos nos associar a este esforço e também estamos a prestar uma particular nesse sentido.»

Embora o grosso de expositores não seja necessariamente composto por empresários do ramo da construção civil, a verdade é que, segundo o director da FIL, Matos Cardoso, a indústria de máquinas enche o espaço a si dedicado.

Esta realidade, como reconheceu o administrador da FIL, abre boas perspectivas para tornar possível a realização de vários negócios durante este certame que se prolonga até ao dia 20 do corrente.

«Creio que tudo depende de toda uma estratégia que cada um dos expositores para o evento. Tenho a apreciação de que vai haver a participação de muitos empresários nacionais que quererão estabelecer parcerias estabelecer parcerias e isto é um grande indicativo de que muitas empresas presentes este ano ao evento se vão fixar neste mercado.»

O número de empresas estrangeiras é de 350, cada uma deverá trazer cinco pessoas e, dentre destas, chegam pela primeira vez representantes de empresas do Egipto, Singapura, Zimbabwe e Índia.

A admissão deste milhar de pessoas requer de algum modo um certo aligeiramento da carga burocrática com vista a facilitar a concessão dos vistos de entrada em Angola o que de certo modo parece ter sido acautelado no caso presente, pois tem garantias do apoio institucional.

«Temos a informação de que têm merecido alguma atenção por parte dos consulados e esperamos que estes serviços estejam mais apetrechados de meios necessários para que eles possam agilizar este trabalho de forma global e facilitar o processo de participação na FILDA.»

A FILDA está, neste momento, a projectar na construção de novas infra-estruturas, algo que Matos Cardoso considera ser já um projecto irreversível para permitir a realização de certames com maior qualidade.