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Flec passa para o Estado

PARIS

A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, passou desde o fim da reunião de Paris que culminou durante três dias para "FRENTE DE LIBERTACÃO DO ESTADO DE CABINDA" exaltou o seu Secretàrio-Geral Joel Batila.

Esta decisão caiu logo a reunião de reflexão e de um grande debate sobre a situação actual registado no seio desta formação independentista, que foi consedida pelo seu lider historico a Sua Excelência Senhor Presidente Nzita Henriques Tiago.

Tomamos vàrias decisões, frisou o seu Secretàrio-Geral o Sr. Joel Batila à Lusa. Foi promovido em primeiro lugar a designação anterior do "Enclave" e restruturamos o Governo Provisorio de Cabinda, dirigido pelo Presidente Nzita Tiago, disse também que os participantes deste seminàrio, vieram de vàarios paises entre os quais Portugal e determinaram-se a nomear certos responsaveis nos postos vacantes como o do presidente do denominado Forum Cabindês para o dialogo (FCD), que foi ocupado pelo corrupto Bento Bembe, nomeado em 2004 hoje passa para o Martinho Lubango, representante da FLEC no Reino Unido e responsavel pelo Departemento de negocios Estrangeiros do Governo Provisorio, como representante dos independentistas cabindas para um eventual diàlogo com as autoridades angolanas. 

Segundo Joel Batila, na reunião que encerrou ontém em Paris, foi lançado um apelo à comunidade internacional afim de obrigar  as autoridades angolanas a porem fim as perseguições a cabindas que vivem nos campos de refugiados na Republica do Congo Brazzaville assim como na Republica Democratica do congo.

O relatorio dos cabindas revela mais de 60 mil refugiados, vivem cotidianemente em baixo das perseguições, incursões e kidnapping das tropas angolanas, obrigando-os a regressar a Cabinda, disse Joel Batila.

Considera de facto a falta de boa vontade pela parte do governo de Luanda, relativamente o processo de negociação para encontrar uma solução pacifica entre os angolanos e os cabindas. Neste contexto as Forças Armadas de Cabinda (FAC), continuarão actuar contra a ocupação angolana.

Sinceramente se a guerra acabou, por que razão Angola continua a enviar tropas para Cabinda, questionou Joel Batila, denunciando a presença de 40 mil militares angolanos no territorio cabindês.

Diz ainda que o enclave de Cabinda produz 80% do petroléo de Angola, e foi objectiva a luta armada independentista liderada pela FLEC desde 1975, alegando o territorio ainda como protectora português no quadro do Tratado de Simulambuco, assinado a 01 de Fevereiro de 1885 e que serviu para o Portugal de defender na Conferência de Berlim, que estava adecorrer na altura, os seus direitos sobre Cabinda, territorio que era reclamado pela França, Reino Unido e a Bélgica.