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O PODER NÃO ENRIQUECEU AGOSTINHO NETO NEM A SUA FAMILIA
Luanda - A incotornada primeira dama da Republica de Angola Maria Eugénia Neto, nasceu em tràs os Montes, em 1934. Mais cedo se fez africana, pois casou com o Dr. Agostinho Neto autoproclamado depois, presidente do MPLA e primeiro presidente da Republica Popular de Angola. Morre em 10 de Setembro de 1979 em Moscovo, antiga URSS.
A viuva reclamou a conclusão do mausoléu do seu marido e primeiro presidente de Angola Antonio Agostinho Neto, acrescentou esta viuva que, Agostinho Neto e a sua familia nunca ficaram enriquecidos pelo poder MPLA, lamentando sobre a negligência do acabamento do monumento instaurado em memoria do primeiro presidente do MPLA e da Republica popular de Angola.
Palavras que em Luanda são tidas como "criticas indirectas" foram ditas por Eugénia Neto diante de José Eduardo dos Santos: Agostinho não enriqueceu com o poder, nem ele nem a sua familia - acabem de construir o mausoléu começado a erguer hà 20 anos.
Luanda, 15 Setembro - José Eduardo dos Santos, actual presidente da Republica de Angola, ouviuontem da boca de Maria Eugénia Neto, viuva do primeiro presidente angolano e dirigente da agora consituida Fundação Antonio Agostinho Neto, palavras que em Luanda são tidas como "indirectas criticas". Maria Eugénia falava na apresentação publica da nova Fundação, acto que contou com a presença de José Eduardo dos Santos, dos presidentes da Assembleia Nacional angolana, Roberto de Almeida, e do Tribunal Supremo, Cristiano André, além de outras entidades convidadas .
Na ocasião Maria Eugénia Neto, considerou "urgente a conclusão definitiva " da construção do mausoléu onde estão depositados os restos mortais do primeiro presidente de Angola. A obra começou a ser construida na década de 80, sob tutela do Estado angolano, através da empresa publica "Emproe", com ajuda de cooperantes russos, mas mais de duas décadas depois continua ainda por concluir.
Agostinho Neto morreu a 10 de Setembro de 1979 em Moscovo, capital da Russia, tendo os seus restos mortais sido transladados para Luanda, permanecendo no então Palàcio do Povo e mais tarde transferido para o até hoje inacabado mausoléu.
No seu discurso, Eugénia Neto afirmou que instituição agora criada servirà o interesse publico e tem por objectivos promover a pesquisa e divulgação da vida e da obra de Agostinho Neto. Visa também a promoção de actividades para melhorar o bem-estar e a condição dos angolanos, promover a educação, ciências da tecnologia e da cultura, para incentivar a criação e inovação de todo o tipo e formas de investigação cientifica. Eugénia Neto declarou que , todavia, a Fundação não dispõe de patrimonio acumulado para financiar os propositos anunciados, dado que Agostinho Neto não deixou nada. " O patrono da Fundação, quando iniciou a luta não tinha mundos e fundos, viveu, lutou e conquistou a independência e o poder sem retirar qualquer beneficio pessoal para si e para a sua familia", disse Eugénia Neto. Agostinho Neto não teve tempo nem paz para governar. A sua vida foi uma batalha permanente, mas nunca duvidou que o fim ultimo da politica é servir as pessoas".
Vàrias mensagens foram lidas na ocasião, destacando-se as do antigo presidente do Parlamento de Moçambique Marcelino dos Santos e do ex-presidente da Namibia Sam Nujoma.
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