Linhas de crédito chinesas: dinheiro «nunca vai» para Angola
O dinheiro das linhas de crédito chinesas para Angola "nunca vai" para o país africano, sendo repartido essencialmente pelas empresas construtoras das infraestruturas, afirma a investigadora norte-americana Deborah Brautigam.
Professora de Desenvolvimento Internacional na American University, Brautigam publicou recentemente "Dragon´s Gift" (O Presente do Dragão), sobre o envolvimento económico da China em África, e defende que as infraestruturas, como estradas ou caminhos de ferro, trazem benefícios óbvios para as populações e desenvolvimento, mas também alguns problemas.
"O país que recebe o credito não pode ter a certeza de que está a receber o melhor serviço ao melhor preço", dado que não há concorrência internacional para esses projetos, entregues a empresas chinesas, afirmou na conferência "A Crescente Procura de Energia e Matérias Primas pela China", esta semana em Washington.
No processo de adjudicação, adianta, há também a possibilidade de pagamentos de luvas por companhias chinesas, uma prática "muito vulgar na China".
Além disso, os chineses "não se preocupam com o local onde esses projetos são construídos", que podem visar apenas "benefícios políticos".
Uma das vias preferidas da China para aumentar a sua presença em África é a concessão de linhas de crédito e Angola é o país que em África tem as maiores linhas de crédito.
Mas, sublinha Brautigam, "o dinheiro nunca vai para Angola".
"Não é transferido em dinheiro líquido e por isso serve como instrumento de restrição ou constrangimento," disse.
Desta forma, os benefícios sociais são limitados, embora também se reduza a possibilidade de desvio de fundos em Angola.
"Essa política chinesa elimina o risco de desvio de fundos por parte da parte angolana e pode até expandir a capacidade de pagamento de dívidas se estiver ligado a uma expansão de exportações, o que acontece por exemplo com a República Democrática do Congo", acrescentou.
Em termos políticos, defende, o envolvimento chinês em África pouco ou nenhum impacto político teve nesses países, incluindo Angola.
Tendo em conta o índice de liberdade económica da Freedom House, não há diferença entre o antes e o depois de Pequim.
"Podemos olhar para os casos específicos que atraem mais atenção como por exemplo o Zimbabwe, Sudão ou Angola e se olharmos para esses casos verificamos que não há uma indicação clara que estarão a piorar devido ao envolvimento da China," disse.
Diário Digital /Lusa
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