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Ministro do Interior indignado com quatro equivocos fatais da policia

Ministro do Interior indignado com quatro equivocos fatais da Policia

Luanda -19 Dez (Lusa) - O ministro do Interior angolano,Roberto Leal Monteiro, disse hoje em Luanda estar indignado com a morte de quatro jovens nas ultimas 48 horas às mãos da policia que actuou "à margem dos procedimentos legais". 

A reacção de Leal Monteiro surge poucas horas depois de a cidade de Luanda ter assistido à morte de dois jovens actores durante a rodagem de uma pelicula sobre delinquência juvenil, tendo os agentes confundido a cena com um assalto real.

Ainda durante este curto periodo, no mercado Roque Santeiro, no bairro Zambizanga, o mesmo onde os actores foram mortos, mais dois jovens vendedores ambulantes foram mortos pela policia economica, um dos quais veio a falecer durante o dia de hoje, no hospital.

Roberto Leal Monteiro "Ngongo", citado pela Angop, referiu que os efectivos em causa "não estão enquadrados no espirito da corporação", e que os agentes da policia são servidores publicos, ou seja, estão ao serviço da nação, devendo a prevenção de delitos constituir o seu principal objectivo de actuação", disse ainda "Ngongo""

O ministro sublinhou ainda a necessidade de "melhorar o sistema disciplinar" na policia e preconizou a aplicação de sanções disciplinares e criminais aos agentes envolvidos nas mortes.

Entretanto, jà na terça-feira, a Policia Nacional de Angola criuo, por decisão do seu comandante-geral, uma comissão de investigação às recentes mortes provocadas por agentes.

A comissão de investigação, segundo uma nota da Policia Nacional (PN), vai averiguar os factos de rodearam o uso indevido de armas de fogo por parte da policia.

A nota refere que a decisão de apurar em que condições se registaram os incidentes resulta do facto destes terem chocado a população e provocado dor e luto em algumas familias.

Na segunda-feira, dois jovens actores foram mortos por agentes da PN que os confundiram com marginais. Os jovens filmavam uma cena para um filme sobre delinquência juvenil, no bairro de Sambizanga, em Luanda.

A noticia correu mundo e hoje chegou mesmo às pàginas do norte-americano New York Times.

Na terça-feira, um vendedor ambulante foi morto a tiro no conhecido mercado Roque Santeiro, também no bairro de Sambizanga, alegadamente por razões futeis, tendo um segundo falecido hoje no hospital pelos mesmos motivos.

Os agentes envolvidos nos incidentes foram detidos e aguardam em prisão preventiva as tramitações normais a cargo do Ministério Publico.

A comissão criada pelo comandante-geral da policia, Ambrosio de Lemos, deverà apresentar resultados num prazo de oito dias.

"A policia Nacional, com essa atitude, procura demonstrar o seu compromisso com a legalidade, transparência e com a sociedade, pautando assim pelos principios elementares presentes num estado democràtico e de direito, em que a liberdade da pessoa humana se afigura como um pilar da democracia", lê-se na nota.

"E apanàgio da Policia Nacional garantir a segurança do cidadão, pelo que acções contràrias a este principio devem ser oportuna e exmplarmente combatidas", conclui.

Na versão da policia, os agentes que balearam os actores terão sido chamados ao local por alguém por causa de um assalto, e, quando chegaram ao "plateau" depararam-se com dois jovens empunhados armas.

Desconhecendo que se tratava de uma encenação, abriram fogo. So quando alguém gritou tratar-se de um filme é que os disparos terminaram.

Dois corpos estavam jà no chão. A viatura da policia, segundo a versão dos responsàveis pelas filmagens, deixou o local sem prestar auxilio.

Para tràs deixou um ferido, também em consequência dos disparos inusitados.

Fonte: RB