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Missão de observadores eleitor

Missão de observadores eleitorais já está no Kuanza-Sul

A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia encontra-se desde ontem, 14 do corrente, na província do Kuanza-Sul no âmbito do processo que vai levar os angolanos, no dia 5 de Setembro afluírem, às mesas de voto e eleger os seus representantes no Parlamento.

Depois da sua chegada à cidade do Sumbe, a primeira equipa composta por dois membros de nacionalidades italiana e polaca desdobraram-se em actividades e a primeira foi o encontro com a presidente da Comissão Provincial Eleitoral, Maria Cristina Ndemby, e seu staff, onde foram informados dos varios aspectos nomeadamente: da capacidade institucional da CPE; formação de recursos humanos e educação cívica eleitoral; quadro de relações institucionais; organização eleitoral e operações logísticas.

Sobre a capacidade institucional, Cristina Ndemby argumentou o facto das estruturas da CPE não possuírem instalações próprias isto é, funcionam em edifícios arrendados a entidades privadas e algumas delas cedidas pelas administrações municipais num universo de 820 assembleias de voto.

Quanto à formação de recursos humanos e educação cívica eleitoral, a missão de observadores soube que estão decorrer acções de formação para mais de 15 mil membros das mesas das assembleias de voto, acção organizada em quatro fases.

No tocante ao quadro de relações institucionais, os observadores tomaram conhecimento da dispensa de funcionários públicos para a execução do trabalho das mesas das assembleias de voto, a disponibilidade de infra-estruturas físicas dentre armazéns e salas de aulas e a operacionalização de serviços de saúde pelo governo e pela Cruz Vermelha de Angola para apoio às mesas das assembleias de voto.

A realização de encontros com os partidos políticos com objectivo de passar informações ligadas ao quadro preparatório do acto eleitoral, com a Polícia para avaliar o quadro de segurança na transportação dos equipamentos e meios para os distintos municípios e comunas bem como o procedimento de conduta do direito de manifestação dos agentes eleitorais visando o alcance dos níveis satisfatórios marcaram, por outro lado, o encontro entre a presidente da CPE na província e a missão de observadores eleitorais.

No final, Felippo Rosin, observador de longo termo, chegado a província, mostrou-se satisfeito com a informação recebida e a primeira questão que lhe saltou à vista foi saber das condições logísticas o que prontamente foi respondido de que tudo estava assegurado pois que as urnas e outros componentes já se encontram na província.

Filippo Rosin manifestou também o interesse da missão em manter encontro com os partidos políticos excluídos à luz da Lei Eleitoral para saber quais foram as irregularidades, com a comunicação social, dentre outros intervenientes no processo.

«Nós recebemos informações sobre o funcionamento da CPE e tivemos o agradecimento pela nossa presença e há disponibilidade para nos ajudar no máximo nessa observação internacional que nós vamos conduzir aqui na província do Kuanza-Sul. Nós vamos observar a educação dos votantes, a formação dos oficiais de mesa das assembleias de voto e vamos falar com os partidos políticos para que estas eleições sejam como o governo angolano disse: livres e que seja como a ideia que todo povo angolano tem que ter uma ocasião para implementar a democracia neste país».

Sobre a logística aquele observador mostrou-se confiante uma vez ,segundo ele, as estradas estarem em óptimas condições de transitabilidade o que vai facilitar a circulação.

«Nesta fase agora, vamos falar sobre a logística com a oficial aqui, ainda não temos estas informações mas acho que temos sorte nesta província, porque as estradas não têm muitos problemas e sobre a logística eleitoral também tivemos algumas informações, disseram já que as urnas chegaram, as cabinas já estão e que outro material vai chegar em breve».

Acompanha o italiano nessa missão, a oficial da missão de observação, Isabela Kryjome, de nacionalidade polaca.

Os outros observadores, em número de dois, escalam o Kuanza-Sul nos próximos dias, pois o início da sua actividade se circunscreve apenas ao segundo período da campanha eleitoral, ou seja a curto prazo.(FC)