Oposição na Huíla acusa políci
Oposição na Huíla acusa polícia de interferir com o seu trabalho
Os partidos na oposição na província da Huíla acusam a Polícia de estar a interferir com a sua actividade política, impedindo desta forma que os mesmos se preparem convenientemente para as próximas eleições legislativas marcadas para 5 de Setembro.
Para o PRD e o PAJOCA-PP, que se queixam da actuação da Polícia, os casos mais flagrantes têm a ver com as barreiras que a corporação está a colocar na recolha das assinaturas que os partidos necessitam para formalizarem as suas candidaturas junto do recém-criado Tribunal Constitucional (TC)
O secretário provincial do Partido Renovador Democrático na Huíla, Manuel Kamwenho Alberto, que reporta um facto ocorrido recentemente com um dos seus correligionários, atribui este comportamento ao desconhecimento da lei e a tendência de ver excluídas algumas formações políticas do pleito eleitoral.
«Dá-nos a entender que por um lado há uma má informação da própria Polícia em segundo lugar penso também que a azáfama a atitude dá-nos a crer que há uma certa tendência de imiscuir e banir a acção política de alguns partidos especialmente o PRD nesta altura porque a forma a arrogância a atitude o a vontade como eles levaram o nosso colega e tentaram explicar a acção não é uma tendência de equidistância não é uma tendência reconciliadora não é uma tendência pacifista».
Já o PAJOCA vai mais longe e acusa a Polícia Nacional de estar a ser usada pelo partido no poder, para impedir que as outras forças políticas procedam a recolha das assinaturas.
Segundo Jeremias Simão, responsável máximo deste partido na região, esta situação indicia medo do MPLA em perder as próximas eleições, por isso utiliza a Polícia para intimidações e questiona esta atitude, porque considera legal a recolha das assinaturas.
«Eu não sei se tem medo o MPLA de que vai perder as eleições e tem que colocar a Polícia à frente desta actividade dos partidos políticos na recolha das assinaturas para o reconhecimento no Tribunal Supremo é uma orientação legal a recolha das assinaturas, é um trabalho legal que os partidos têm que realizar junto da população. Agora os populares na testa não vem escrito que esse militante é do MPLA esse militante é do PAJOCA-PP e que os partidos políticos têm que se abster quando encontrar na testa escrito MPLA eu não vou bater-lhe a porta».
Reagindo às críticas das duas formações políticas, a Polícia na Huíla considera infundadas tais acusações, por considerar ser uma instituição do Estado e por esta via, apartidária.
Quanto ao PAJOCA-PP que acusa a Polícia de estar a ser usada pelo MPLA, o porta-voz intendente Lourenço Paciência, promete accionar os mecanismos legais para ver esclarecidas as insinuações desta formação política.
«Nós vamos procurar esclarecer isto, talvez chamar mesmo a responsabilidade cível porque este indivíduo deverá provar que a Polícia está a ser usada pelo MPLA, segundo suas declarações para fazer desacatos contra outros partidos», asseverou.(TA)
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