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Os dramas de Cabinda

OS DRAMAS DE CABINDA

Um assistente universitàrio que é activista dos direitos humanos em Cabinda, Marcos Mavunga, contou ontem ao PUBLICO, num contacto telefonico, que foi impedido de tomar o avião da TAP de Luanda para Lisboa, tendo-lhe sido apreendido o passaporte, sem qualquer explicação plausivel, para além de que haveriam "instruções nesse sentido, dadas por entidades superiores".

A tarde, acompanhado pelo advogado Luis Nascimento, dirigente da Frente para a Democracia (FpD), dirigiu-se aos Serviços de Emigração e Fronteiras, onde lhe disseram desconhecer o que se passara de manhã no aeroporto e o aconselharam a voltar là amanhã. Mas ele considera isto uma prova de que hà "forte perseguição em Cabinda e em toda Angola" em relação aos que pensam de forma diferente das autoridades.

Enquanto isto, três jovens detidos dia 14 em Cabinda - Paulo Mazungo, André Conde e Domingos Conde - foram condenados a penas suspensas de dois a seis meses de prisão, por se terem manifestado durante uma missa ali celebrada pelo prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, cardeal Ivan Dias, criticando o bispo luandense que dirige a diocesse local, D. Filomeno Vieira Dias, 25 de Julho de 2005.

Jorge Heitor