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OS SCOOPS DA SEMANA- Os prepar

OS SCOOPS DA SEMANA- Os

preparativos para o 05 de Setembro

no clímax

Uma sessão extraordinária do Comité Central ficou de aprovar, nesta sexta-feira, a lista definitiva dos candidatos do MPLA ás próximas legislativas.

O porta-voz dos camaradas, Norberto dos Santos Kuata Kanawa, anunciou ontem o encontro.

 A reunião culminará o intenso trabalho notado nos últimos tempos, com prognósticos aguçados sobre eleitos e caídos de uma lista que conseguiu driblar a curiosidade da imprensa até aqui.

Kwata Kanawa rechaçou as suspeitas lançadas sobre o partido no poder em querer alterar a lei eleitoral, para além dos parâmetros  assentes  na última sessão do Conselho da República.

O consenso neste órgão foi de permitir as assembleias de voto admitir votantes no dia seguinte por razões imprevistas.

UNITA

A UNITA replicou com incredulidade mais veemente a esta versão, enfatizando, doravante, o paralelismo entre o regime vigente no país e o de Robert Mugabe no Zimbabwe.

Por ouro lado, avisou que as suas 15 mil assinaturas estavam prontas há muito tempo e seriam entregues dentro em breve.

Contudo, o seu secretário-geral, Camalata Numa, ressalvou ontem, que os maninhos têm vindo a priorizar os acertos com as formações da sua acalentada plataforma para a mudança.

Também, está preocupada com o anunciado projecto do partido no poder, o MPLA, em rectificar mais vez a lei eleitoral na tentativa de dilatar o prazo de realização do pleito para dois dias.

A UNITA quer que o recém-nascido Tribunal constitucional visse este suspeito exercício de se estar a modificar as regras do jogo eleitoral encima da hora, indiciando veleidade de fraude.

 FNLA, PRS

Quem adiantou, deveras, na expressão pública da mesma apreensão, foi o presidente da FNLA, Ngola Kabango.

O partido dos irmãos ultima os preparativos da conferencia nacional agendada para o final deste mês, com a nebulosidade alimentada pelos frustrados aspirantes à sucessão do malogrado Holden Roberto, os destacados militantes Lucas Ngonda e Carlinhos Zassala.

Ao Apostolado, Miguel Damião, outra figura da mesma formação que malogrou também suceder ao mais velho, assegurou o seu distanciamento da estratégia dos dois referidos Irmãos.

Miguel garantiu a sua presença na Conferência Nacional, que deve finalizar a estratégia eleitoral da FNLA, o partido tradicional da luta de libertação que pode atirar-se para o pleito nas piores condições de desgaste material e orgânico.

O PRS disse-se já pronto, também, com o seu pacote de assinaturas e o seu presidente, Eduardo Kwangana, ostentou uma sobranceira serenidade face à agitação protagonizada por certas figuras da sua organização.

Defendeu o poder disciplinar do seu partido, recordando que o mesmo não compete ao Tribunal Constitucional, numa alusão subtil ao deputado Lindo Bernardo Tito, o protagonista recente da contestação interna de maior visibilidade.

Os veteranos desta corrente, deputados e figuras da pretensa reunificação anunciaram a realização, para hoje, de uma conferência nacional para os rumos exclusivos ao sufrágio de 05 de Setembro.

 “Jango” da República

 Na mesma perspectiva, a FPD, força de preponderante influência teórica, abriu o “Jango da República”, convenção imaginada para engendrar o seu programa eleitoral.

Pela sua parte, o PDPA-ANA, herdeiro da energia e carisma do malogrado Mfulumpinga Lando Victor, anunciou estar já pronto com as suas 15 mil assinaturas.

O PADEPA, que se projectou e assentou raízes na ribalta da praça política pelo atrevimento nos últimos anos, entoou o mesmo canto da sereia, com a reafirmação da liderança de Carlos Leitão abençoada por mais uma convenção, desta feita realizada na Liga Nacional.

No mesmo contexto, assinalou-se, a chamada União da Tendência Presidencial (UNTPA), que quis ser pioneira da entrega das 15 mil assinaturas ao Tribunal Supremo. Debalde! Pois, este recusou e indicou o novo endereço para o efeito, isto é, o Tribunal Constitucional. 

Tribunal Constitucional

 O elenco dos juizes desta mais alta instituição do poder jurídico no país tomou posse quarta-feira passada.

Na ocasião, o seu presidente, Rui Ferreira, destacou-se com certos avisos, em especial, a prioridade da sua acção no exame das candidaturas dos partidos, estimados a mais de um milhão de processos, e o fim do prazo irrevogável desta operação, marcado para 7 de Julho próximo.

É, portanto, uma data a bem reter por todos os políticos do kimbo. E não só.

Já que os rescaldos desta meta vai, sobremaneira, desassossegar a própria instância, legítimo é interrogar se esta mega tarefa, algo longe do múnus da alta entidade, é o seu melhor pontapé de saída.

Ademais, a instituição está amputada, por enquanto, do seu sétimo membro, que o plenário do Tribunal Supremo deve prover como manda a lei magna.

Seja como for, ela foi acolhida com a veneração devida à alta dignidade, aliada à expectativa para a conformação do Estado angolano de direito, cada vez mais efectiva

Mais uma condenação de jornalistas

Na semana cessante, infelizmente, este anseio foi frustrado por mais uma condenação de jornalistas, nomeadamente, Graça Campos e Cristóvão Neto, director do “Semanário Angolense” e seu editor económico, respectivamente.

Apanharam seis meses e um mês de prisão, suspensa pelo apelo logo interposto e aceite desta feita, ao inverso do que se verificou em Outubro do ano passado com Graça.

Os advogados deploraram o déficit de equilíbrio no acórdão, justificando a decisão de recorrer contra a sentença.

O acórdão pareceu-lhes plagiar a acusação, lembrando  a recente denúncia sulfurosa do antigo bastonário, que só confirmou a crise de uma justiça, reconhecida pelo presidente do partido no poder