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Partidos concorrentes rejeitam

Partidos concorrentes rejeitam deslocação de urnas

PARTIDOS CONCORRENTES REJEITAM DESLOCAÇÃO DE URNAS

A UNITA, a FNLA, o PDP-ANA e a FpD, manifestaram-se hoje contra a deslocação das urnas especiais para posterior contagem pela Comissão Provincial Eleitoral.Num comunicado resumido para a Voz da América pelo secretário geral da UNITA, Abílio Camalata Numa, a inquietação manifestada é sustentada com o argumento de que toda a deslocação das urnas, sem prévio apuramento no local de votação, «não garante transparência».

«Considerando que a Lei não obriga a deslocação das urnas, devendo simplesmente os votos serem contados após verificação do Registo Eleitoral. Nesta conformidade, os partidos acham que os votos deveriam ser contados no local do voto.»

Os signatários exigem que o apuramento seja feito no local da votação, devendo as Comissões locais de Eleições delegar as devidas competências às mesas de voto.

Os partidos da oposição defendem que, para todos os casos previstos para a Urna Especial, dever-se-á proceder à verificação do seu registo eleitoral e assembleia de voto pelo sistema PDF.Exigem que a listagem destes casos seja anexada aos cadernos das assembleias de voto para posterior verificação das localidades onde os cidadãos deveriam exercer o seu direito de voto.Os partidos signatários solicitaram à CNE um instrutivo para os membros das mesas de voto «que impeçam todo o tipo de votação ilícita, definindo os limites da referida discrepância». Sobre a educação cívica, os subscritores aconselham a CNE a evitar a utilização de figuras destacadas e afectas ao partido no poder no cartazes.

Solicitam a fixação urgente dos cadernos eleitorais nos locais de votação e que sejam distribuídos os PDF aos partidos concorrentes nas 18 províncias do país.

Exigem a auditoria prévia do Centro de Escrutínio de Talatona em Luanda.No conjunto de observações feitas à CNE os signatários dizem lamentar a parcialidade dos órgãos de Comunicação Social afectos ao Estado, por alegada colagem ao partido no poder, pedindo que este órgão supervisor das eleições se pronuncie sobre o assunto.