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Populares desalojados

Populares desalojadas e transferidas para casas sem dignidade em Luanda

Luanda - As populações angolanas tornaram desde o inicio do processo de reconstrução de Angola vitimas e sem tetos. As mais abringidas neste processo de destruição massiva das àreas habitadas são os populares de Luanda.

Na segunda-feira dia 10 de março do ano em curso, os moradores do Morro da Luz foram desalojados para os novos moradores do panguila, depois de terem passado mais de 24 horas sem teto vindas do Murro da Luz, foram posterioremente colocadaos em casas sem portas e sem janelas e outros materias da primeira necessidade no bairro Panguila.

Esses populares chegaram terça-feira no Panguila depois de terem permanecida 24 horas fora das suas casas, vivendo tão deshumanos na sua propria terra em troca dos centros comerciais que servirão apenas para o interesse estrangeiro e em beneficio dos corruptos e marginalizados de Luanda.

O activista civico da organização SOS Habitat, André Augusto, acompanhou todo o processo de transferência dos moradores e contou à Ecclesia as condições encontradas no panguila. As pessoas estão postas em casas que não têm ainda portas nem janelas, estão à poeira e aos mosquitos. A imagem do panguila que nos temos é que quer as primeiras casas construidas quer estas terão a mesma condição de não acabadas.

Casas constuidas sem serem rebocadas, nem cimentadas. Apenas terão so a canalização da àgua e a luz eléctrica.

Para além destas surpresas, outras não mnos desagradàveis foram também encontradas para constrangimento dos novos moradores. As casas que foram dadas às populações não têm loiça no quarto debanho, não têm loiça na cozinha, não têm canalização para às àguas, disse ainda André Augusto.

Os populares também reagiram à ecclesia esta quarta-feira depois de terem passado a primeira noite no Panguila. As queixas são demasiadas, sendo a questão escolar dos mais pequenos, entre muitas, a maior das preocupações.

Hà um estabelecimento de ensino là no Panguila, mas eu acho que não vai abrange mais estas crianças que estão a sair do bairro. estes ao chegarem là jà encontraram um ano lectivo que iniciou e não sei se conseguem matricular-se ou serem transferidos. Segundo ainda o cidadão, as crianças para chegarem à escola terão de caminhar cerca de dois quilometros.

No Morro da Luz, as casas foram demoidas para permitir o alargamento de uma das vias da Corimba, entendida como ponto chave para uma melhor circulação de viaturas que rolam em direcção ao centro de Luanda.

Os moradores deveriam ter saido sàbado ùltimo conforme prévio aviso da empresa Odebrecht. Mas apenas na segunda-feira, as màquinas partiram as casas, tendo os moradores ficado na rua todo o dia sem comer, com os seus bens em cima das viaturas, lamenta um dos moradores. Diz ainda que ficaram à espera o dia toda, foram 24 horas, crianças recém nascidas, crianças de cicno. Seis e sete anos, jovens e velhos assim ao relento, disse um cidadão.

Segundo o organizações não governamentais, que também se pronunciram à Ecclesia, a transferência dos antigos moradores do Morro da Luz para o Panguila é mais um processo conturbado, que deixa muito a desejar, comprometendo sobre maneira, alguma boa intenção das autoridades.