Presidente da FLEC quer Dialogar e pede Mediação de Lisboa
Presidente da FLEC quer Dialogar e pede Mediação de Lisboa Nzita Henriques Tiago lamenta português ferido em Cabinda
Paris - O Presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), Nzita Henriques Tiago, lamentou, em entrevista à PNN, os ferimentos causados num cidadão português durante uma emboscada da guerilha em Cabinda, e responsabiliza José Eduardo dos Santos e Antonio Bento Bembe pelo sucedido. Nzita Tiago afirma que quer dialogar e pede a mediação de Lisboa.
Nzita Tiago, presidente da FLEC, lamentou hoje os graves ferimentos de Antonio Carapinho, funcionàrio da Tecnovia, causados durante uma emboscada da guerilha de Cabinda na segunda-feira, 3 de Março. "A FLEC não tem nada contra o povo português" afirmou Nzita Tiago, "todos os estrangeiros, sem distinção de nacionalidade foram avisados da situação de guerra que se vive em Cabinda, tal como foram avisadas todas as empresas que colaboram com o Estado angolano que deviam cessar essas afinidades empresariais ajudam na repressão do povo de Cabinda."
"O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos e o seu ministro sem pasta, Antonio Bento Bembe são os responsàveis deste incidente" acusou o presidente da FLEC. "O Governo português devia pedir explicações a Luanda sobre este episodio que acontece depois de Angola e Bento bembe insistirem nas mentiras de que não hà guerra em Cabinda. Estas informações cegam os estrangeiros e põe em risco as suas vidas" disse.
"So hà uma via para por termo a esta guerra que ainda vai cifar mais vidas humanas. E o dialogo!" afirmou Nzita Tiago. "Estou disponivel para dialogar directamente, e imediatamente, com o presidente José Eduardo dos Santos e criar as bases para futuras negociações que ponham termo à chacina em Cabinda" declarou o presidente da FLEC: "solicito a intervenção do Governo português de José Socrates, como intermediàrio e mediador no dialogo e em eventuais negociações. Apelo também a Durão Barroso, amigo de Angola e proximo de José Eduardo dos Santos, que intervenha nesta mediação."
"A resolução imediata do problema em cabinda està agora nas mãos de Angola e Portugal. Reafirmo que estou disponivel e receptivo ao diàlogo imediato" disse Nzita Tiago" sem diàlogo, qualquer incidente futuro serà da total responsabilidade de Luanda e de Lisboa."
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