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Reservas fundiárias roubadas ao povo

Reservas fundiárias roubadas ao povo

Nos negócios das reservas fundiárias do estado, administrador exonerado arrependido pede desculpas aos donos do terreno É coisa de dizer que o administrador do Huambo quer fazer filho na mulher do outro. Porque, quer vender uma fazenda e fazer negócio de milhões, só que o terreno é dos camponeses do Huambo organizados em cooperativa.

Dos jogos sujos, destacam-se a detenção dos sobas, a exoneração do administrador das Cacilhas por sinal seu cunhado, chamou de Unita aos militantes. Ludibriou que conversou com os populares para derrubarem as lavouras, levou no local três autocarros com gente vinda do Huambo para apoiar que a Terra é do estado, mandou a TPA filmar para mostrar que estava tudo bem. Ao que tudo indica só lhe falta exoneração, alias falta também bons assessores ao governador porque sempre lhe mentem.

Raul Kaluwasi, no Huambo

A problemática das reservas fundiárias do estado tem sido, de um tempo a esta parte, em curso de muitos servidores públicos para, obviamente, fazer vincar interesses pessoas e ofuscar a população pobre. Na região planáltica do Huambo, aviões aterram dia e noite, entre eles, destacam-se a classe dos chamados, Gemini (abreviaturas de generais e ministros), que lutam para conseguir uma fazenda ou um local para a construção de um condomínio, coisa ligada ao mundo dos negócios, qual lei da probidade, qual quê.

Dos que cobiçam o local destacam-se Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, internado em Londres, o homem da Angolaca, Bartolomeu Dias da Diexim, que comprou o prédio da ancohotel e, pelo facto dos populares pedirem indemnização quer indica-los para lá, uma sarna que nos próximos dias vamos reflectir, também do homem forte do Banco Espírito Santo, entre outros. Quando esses chegam, como é de a praxe, contactam a administração municipal para indicar qualquer ou então o que for do seu melhor agrado, com promessa do administrador ter 10 a 20 por centos de tais acções.

Este, vamos falar de Armando Kapunda administrador municipal e sujador do glorioso MPLA por esta paragens, porque de 1º secretário nada tem de bom. Ele coloca-se no terreno a Maquiável (sem ver os meios a justificar os fins). Kapunda, inclusive meteu-se num sarilho que ele mesmo não consegue resolver, de tanto mentir. É que Armando Kapunda, Ana Paula, esta última directora do urbanismo e construção, com todos os truques do arquitecto municipal mentiram que o terreno da Associação de Camponeses é reserva fundiária do estado, tendo inclusive mandado prender três sobas da aldeia Etunda e o presidente da associação de camponeses conhecido apenas por José, uma operação dirigida pelo administrador comunal das Cacilhas, Domingos Sapalo, cunhado de Kapunda, que depois de reprovada tal acção pela sociedade civil do Huambo. O 1º secretário do Huambo que quase seria exonerado pelo então governador (Albino Malungo), por tais prática. Eis que, ao responder ao actual chefe do partido e do executivo do Huambo, Faustino Muteka mentiu que tratava-se de um grupo da Unita que faziam resistência ao terreno, mas Faustino Muteka como veio para servir e não para ser servido, pediu imediatamente que não tocassem mais nesse processo, pois em primeiro lugar o terreno esta legal e em segundo lugar de acordo a lei do direito consuetudinário fora das reservas latifundiárias.

Domingos Sapalo, arrependidíssimo pela acção perpetuada por ele, quer pedir desculpa pública ao povo, depois de ser exonerado por Armando Kapunda, culpado de ter colocado os sobas na cadeia, uma batata-quente, que fez rolar e vai fazer jorrar muita tinta. Da procuradoria geral da república do Huambo ninguém quer pegar o caso, mas segundo um dos sobas o povo está a juntar dinheiro para se constituir um advogado do projecto mãos livres ou alguém que tenha peso no país e que não seja do regime, “porque depositamos a nossa confiança ao MPLA nas eleições agora somos chamados de Unita por defendermos as nossas parcelas, nem parece o Kapunda adormecia naquelas cadeiras do comité com fome e nós o acordávamos para comer alguma coisa, agora família é Cão, disse o Domingos Sapalo, ex-administrador comunal exonerado por causa da celeuma latifundiária.

De recordar Armando Kapunda, prometera uma viatura a um dos sobas da Etunda e que não acabou cumprir com o processo, pelo facto de António Paulo Kasoma ter dado as costas ao administrador municipal por ver que o negócio era ilícito, mas este último continua eloquente. É ele, que apanhado com uma mulher casada no gabinete a fazer trabalhos extras, ou seja a “gombelar a secretaria”