Vendedores do Roque Santeiro dizem ser estratégia do governo angolano o incêndio do ultimo sábado
Segundo alguns populares, o incêndio que teve lugar no dia 15 deste mês, é uma prática propositada do governo com a pretensão de retirar aqueles vendedores que a muito ao lhe querem ver naquele estabelecimento.
«nós não acreditamos que este fogo terá sido um fogo mínimo para se alastrar em todos esses sítios» afirmou o popular. Na ocasião, o administrador Municipal, José Tavares Ferreira disse não ter sido um fogo posto, que é contestado pelos populares.
O mercado do Roque Santeiro começou a ser ocupado pelos vendedores, em 12 de Novembro de 1986, e foi criado formalmente a 8 de Dezembro desse mesmo ano. A origem do nome surge associada à telenovela brasileira que a TPA transmitia na época.
O novo mercado resultou das deslocações de vendedores provenientes de outros mercados localizados nas imediações do mercado do São Paulo - tais como o Brinca na Areia, Calemba, Cala-boca e Tira-biquini - e dos que trabalhavam nas ruas à volta do mercado do São Paulo.
A ocupação do Roque Santeiro deu-se por forma anárquica e não isenta de conflitos visto que todos queriam os melhores lugares para venda. O mercado também servia de abrigo para um grande número de pessoas que vinham deslocadas de outras províncias, particularmente de Benguela. Nessa altura foram construídas muitas habitações que hoje servem de “casas de processo” (o local onde os vendedores depositam as suas mercadorias no final do dia).
Inicialmente quem respondia directamente pelo mercado era o administrador Municipal do Sambizanga, através de uma comissão de moradores que tinha como “sede” um contentor. Só em 1996 é que começou a haver uma certa organização “formal” e foram estruturadas as secções de venda, cujos lugares eram cedidos pela administração do mercado. O maior fluxo de visitantes verificou-se entre 1986 e 2000. A partir de 2002, devido à maior circulação de pessoas e bens para outras províncias, o mercado começo a registar quebras no número de clientes.
"O novo mercado do Panguila
Está a ser construído a norte da capital, aproximadamente a 22 quilômetros do centro da cidade. Vai compreender uma área de 25,8 hectares terá a capacidade de alojar 5 mil vendedores. "
"O mercado do Roque Santeiro
Está localizado no Bairro da Lixeira, na comuna do Sambizanga, município do Sambizanga, limitado pela Rua Lueji Ankonda, próximo do Porto de Luanda, ocupando uma área de 50 hectares, com vista para a baía de Luanda. "
O Roque Santeiro começou a ser ocupado pelos vendedores,em 12 de Novembro de 1986, e foi criado formalmente a 8 de Dezembro desse mesmo ano. A origem do nome surge associada à telenovela brasileira que a TPA transmitia na época. Ao nível oficial, a transferência para o Panguila consta de um despacho do Governo Provincial de Luanda, datado de 14de Julho de 2006. Os vendedores do Roque torcem o nariz à mudança.
O Roque Santeiro tem contribuído para a redução do desemprego em Luanda. Para muitos vendedores é a única fonte de rendimentos. “Este mercado informal já foi considerado a bolsa de valores do país devido ao volume de negócios que gera”, afirma Ana Moura júnior, vice-administradora do mercado.
A população do Roque Santeiro é de 5800 vendedores a maioria está contra a mudança dado que é uma área de difícil acesso e com poucas alternativas de transporte. Para mais, no novo mercado não haverá lugar para todos. Pelo contrário, os moradores do Bairro Panguila, estão radiantes. Com o novo espaço, já não precisam de ir a Luanda todos os dias.
"O novo mercado de panguila contará com5370 bancas, 135 lojas, 48 restaurantes, 20 câmaras frigoríficas, oito casas de banho, uma central de água potável, uma central eléctrica e uma área administrativa. Nem os mais cépticos podem negar que o novo mercado terá condições muito mais dignas e modernas. Essa é, aliás, a razão da mudança."
Waldney Oliveira, Raimundo Ngunza, Alberto Bambi e Hamilton Viagea.
Coque Mukuta





















