«Angola sem Fome», satisfação
«Angola sem Fome», satisfação com a polícia e novas denúncias de intolerância
O maior partido da Oposição cessante lançou o programa “Angola Sem Fome”, no quadro da sua campanha eleitoral.O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, anunciou a ideia no discurso com o qual abriu a Reunião dos representantes da União dos Partidos Africanos Para o Desenvolvimento da Democracia (UPADD). O encontro desta organização regional, à qual preside Samakuva, ocorreu em Luanda na passada sexta-feira 15 e sábado 16 de Agosto corrente. No seu discurso, Samakuva realçou o projecto ‘Angola sem Fome” como componente basilar do programa global de mudança embandeirado pelo Galo Negro. Neste particular, enfatizou que a UNITA pretende «uma mudança que vai fazer o que o actual governo não soube: Acabar com a fome e o abismo que separa um país rico do seu povo pobre. Colocar a imensa riqueza de Angola ao serviço do bem-estar de todos angolanos.» A polícia está a realizar bem o seu trabalho Por outro lado, o líder do Galo Negro elogiou a Polícia Nacional pelo trabalho que tem realizado no âmbito da campanha eleitoral. Exprimiu este sentimento no final da audiência que manteve ontem com o ministro do Interior, Roberto Leal Monteiro "Ngongo". Solicitara o encontro para inteirar o governante do "ataque" que uma delegação do seu partido sofrera por parte de presumidos militantes do MPLA, na semana passada, no Huambo. «Com a excepção do incidente no Huambo, a campanha está a decorrer com normalidade em todo o país. Constatamos que a polícia está a realizar bem o seu trabalho, agindo onde é necessário», disse o líder da UNITA. Acrescentou que «o ministro do Interior acaba de chegar ao país, mas garantiu-me que irá tomar as medidas mais adequadas para assegurar que a situação esteja controlada e que tudo continue a decorrer como tem estado a ocorrer, à excepção do incidente que aconteceu no Huambo». Perseguições e sevícias Entretanto, o Partido Angolano Independente (PAI), que alinha a favor da UNITA na campanha actual, queixou-se das represálias que os seus membros têm sofrido por alegados elementos do MPLA. «Os seus simpatizantes e membros que por orientação da Direcção do PAI vestem a camisola e ostentam as insígnias da UNITA durante a campanha eleitoral, têm sofrido perseguições e sevícias da parte de indivíduos que se reclamam do MPLA», afirma um comunicado de imprensa enviado ontem ao Apostolado. O documento destaca o caso acontecido na passada segunda-feira 11 de Agosto, com o Sr. João Simão Gabriel, B.I. nº 002817623KN030, espancado pelas 12:00 horas no mercado Tunga Ngo, em Luanda. Exemplifica, ainda, com o jovem Augusto Chibangela, «atacado e batido cerca das 14:00 horas no bairro São Paulo, em Luanda» no dia 15/8 «por ostentar uma T-shirt com os dizeres da UNITA.» A direcção do PAI, indica enfim o comunicado, participou estes factos às diversas entidades com vista a estancá-los e apela aos seus partidários para se manterem ordeiros. |
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