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COBERTURA ELEITORAL NÃO SE COM

COBERTURA ELEITORAL NÃO SE COMPARA COM A DE 1992

Para os profissionais que cobriram as eleições de 1992, a cobertura jornalística que se fez naquela altura não é comparável com a actual. É ocaso do jornalista Siona Casimiro para quem existem diferenças mas, pela negativa, «há algumas semelhanças».

Siona Casimiro considera uma evolução do ponto de vista do uso de meios técnicos mais sofisticados mas sublinha que, ao mesmo tempo, «há um tratamento desigual das diversas forças políticas concorrentes.»

A entrada em cena da imprensa privada é para o analista, um factor de evolução que tem estado a minimizar o que descreve de «desequilíbrio» no modo de tratamento das matérias do ponto de vista jornalístico.

«Refiro-me à Rádio Ecclésia e a Despertar, e em certa medida a LAC, bem como a imprensa do fim de semana, e também a Voz da América, que tem desempenhado um papel extraordinário que é de fazer uma espécie de pedagogia do tratamento jornalístico equilibrado», elucidou.

Siona Casimiro diz haver «um certo anacronismo» que, comparativamente ao tempo, já devia cessar.»

Ele elucidou que existe actualmente uma concentração de meios privados a exercer um serviço público sem qualquer contrapartida por parte do Estado.

«O Estado há pouco abriu um canal internacional da TPA para uma diáspora a que não permitiu votar e para uma opinião pública da Europa que tem mais meios. Já se comprou o fracasso deste tipo de órgãos com esta linha editorial como foi o caso da edição do Jornal de Angola em Portugal. Não se pediu nenhuma prestação de contas», concluiu.