SAMAKUVA contra a intolerância em Angola
SAMAKUVA CONTRA A INTOLERÂNCIA POLITICA EM ANGOLA

UNITA - A intolerância politica continua a ser para a UNITA uma precupação que merece ser estancada quanto antes para que as eleições ocorram sem intimidação nem perseguição.
Desejoso de que o actual clima seja desanuviado, o Presidente da UNITA, Isaias Samakuva na sua recente visita à Benguela alertou para o perigo que os actos de intolerância politica representa para a estabilidade politica no pais, bem como apelou para a necessidade de todos os angolanos compreenderem que os tempos que correm jà não são de confrontações, mas de convivência pacifica na diferença e harmonia.
Isaias Samakuva fez desse assunto tema de conversa com as autoridades administrativas, entidades tradicionais e eclesiàsticas com que manteve contacto e também assunto central dos comicios populares que realizou. Perante os administradores do Monte Belo, Antonio Luwawa, do Caimbambo, Lucas Filipe Roque e do Cubal, Verissimo Sapalo, o lider da UNITA manifestou a sua preocupação face a ocorrência desse género de actos em tempo de paz e reconciliação nacional e disse esperar que as autoridades competentes, no caso policiais, actuem com imparcialiadade no julgamento de tais situações.
O mais alto mandatàrio da UNITA lamentou o facto de em alguns casos os militantes do seu partido serem injustiçados pelas autoridades policiais, que ao invés de tomarem medidas punitivas sobre os homens que agredem os membros do seu partido, destroem instalações, roubam e queimam bandeiras da UNITA, exercem represàlias sobre os queixosos.
O Presidente Samakuva chamou a isso de atitude discriminatoria que é urgente pôr cobro, pelo facto dos angolanos serem todos filhos de uma so mãe que é Angola e terem todos direitos iguais perante a lei.
Convictos das consequências que podem advir da generalização de actos de intolerância politica, nos encontros com o povo no Monte Belo, Caimbambo, Cubal e no Lobito, o Presidente Isaias Samakuva apelou aos apoiantes do seu partido e não so, para não responderem às provocações, mas a promoverem o diàlogo na busca de soluções que eventualmente surjam nas suas comunidades.
Aos regedores, sobas e séculos, o homem forte da UNITA chamou atenção para a necessidade de serem congregadores e pacificadores e a tratarem todos os membros das suas comunidades como filhos sem discriminação. " O soba deve ser pai de todos na aldeia", afirmou Samakuva, para quem o soba não deve discriminar nem olhar para cores partidàrias quando estiver a abordar um problema comunitàrio.
O lider da UNITA disse por outro lado não compreender as razões de tanta intolerância quando o pais està em paz e a consolidar o estado democràtico de direito em que cada um é livre de fazer a sua escolha e não sofrer qualquer represàlia por pertencer a este ou aquele partido. "Viver na tranquilidade, na irmandade e na harmonia é o que a UNITA quer ver no pais", disse o seu presidente Samakuva que aconselhou cada um a respeitar a escolha e a opinião do outro. "Não causemos mais conflitos e fricções entre nos, vivamos bem com os outros", acrescentou. Para muitos observadores a UNITA està a cumprir a sua parte ao desdobrar-se em apelos ao fim da intolerância politica, cabendo aos outros partidos mormente o MPLA fazer o mesmo para que os seus militantes deixem de perturbar os adeptos de outras formações politicas.
De acordo com esses observadores, o dia que os dirigentes do partido no poder começarem a fazer o mesmo género de apelos que a UNITA faz e as autoridades policiais passarem a responsabilizar criminalmente os autores dos actos de vandalismo que ocorrem um pouco por todo o pais, a intolerância politica deixarà de existir.
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