UNITA acusa CNE de viciar o pr
UNITA acusa CNE de viciar o processo eleitoral
| O Secretário-Geral da UNITA, Abílio Kamalata Numa disse no dia 28 de Agosto em Luanda, que havia uma clara intenção da Comissão Nacional Eleitoral em viciar o processo eleitoral. O dirigente partidário sustentou a sua afirmação pelo facto de a UNITA e demais forças políticas da oposição terem endereçado há uma semana uma carta à entidade administradora do processo eleitoral, sobre situações que podem viciar o processo, sem uma resposta da CNE até ao momento. Falando em conferência de imprensa na sede do grupo parlamentar da UNITA, Kamalata Numa disse que no documento foram solicitadas correcções em torno da modalidade que se vai aplicar para o apuramento das urnas especiais, que no seu entender, nos moldes actuais levantam muitas suspeições de fraude, para além do atraso que se regista na fixação dos cadernos de registo eleitoral, para que os eleitores possam conhecer com antecipação o local onde vão votar. O dirigente do Galo Negro disse que se a CNE não corrigir os problemas que se colocam no processo, estará a legitimar a fraude. “ O que a UNITA quer é uma garantia para que o processo corra de forma livre, justa e transparente”, disse o secretário-geral da UNITA, tendo acrescentado que o seu partido tem estado por isso a levantar estas situações para corrigir o que vai mal. Kamalata Numa referiu-se igualmente à intolerância política que já vitimou alguns militantes da UNITA no Bié e Kuando Kubango, em plena campanha eleitoral, tendo garantido que apesar disso o seu partido estava a fazer boa campanha para vencer as eleições e no dia 5 de Setembro dizer que a UNITA é vencedora. “ A UNITA será a primeira a reconhecer a sua vitória ou derrota”, disse o dirigente. Por sue turno o Secretário para a Comunicação e Marketing da UNITA, Adalberto Costa Júnior denunciou a falta de um garante nestas eleições, já que o Presidente da República, figura que deve desempenhar este papel está envolvido na campanha do seu partido, no caso o MPLA. O porta-voz da UNITA referiu-se igualmente ao desequilíbrio da imprensa estatal na cobertura das actividades dos partidos políticos concorrentes, favorecendo o partido governante. “ A sociedade não está satisfeita com o garante. Estamos perante uma concorrência desleal”, frisou, tendo acrescentado que com todos esses atropelos à lei, a CNE não diz nada. Daí o seu partido estar a fazer uma pedagogia apelando para que se corrija o que vai mal neste processo. Adalberto Costa Júnior lamentou o facto de se estar numa campanha atípica, sem debates contraditórios entre os concorrentes nos órgãos de comunicação social públicos, o que diminui a capacidade dos eleitores em avaliar as várias propostas eleitorais. Sobre a aceitação da mensagem da UNITA junto dos eleitores, o General Chilingutila também presente na conferência disse ser boa, tendo em conta a adesão de outros partidos e sectores da sociedade, ao movimento nacional da mudança. O também coordenador da campanha da UNITA em Luanda anunciou que mais quatro partidos estavam em via de aderir ao movimento da mudança dirigido pela UNITA, para além dos que já comungam com o galo negro a dinâmica eleitoral para o voto no dia 5 de Setembro. O dirigente garante por isso ser palpável a vitória do Galo Negro. Na conferência de imprensa a UNITA apresentou três documentos, nomeadamente o memorando sobre o processo eleitoral, a carta dos partidos à CNE e um comunicado sobre actos de intolerância política contra militantes seus em todo o país, nesta fase da campanha eleitoral. Entretanto a CNE acaba de responde às preocupações da UNITA e demais forças políticas concorrentes, sobre o apuramento dos votos das urnas especiais, tendo garantido que o mesmo será feito nas Assembleia de voto, afastando a hipótese de serem transportados para as sedes provinciais da CNE. |





















