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UNITA alerta, mais uma vez, para degradação social em Angola

A direcção da UNITA constatou na ronda que está a efectuar por algumas províncias do país e pela capital angolana, Luanda, que o fosso entre ricos e pobres “continua a agravar-se”.

Segundo o o porta voz da UNITA, Alcides Sakala, as visitas, lideradas pelo presidente da União Nacional para a Libertação Total de Angola, Isaías Samakuva, enquadram-se num programa do partido que tem como objectivo radiografar a situação social do país.

Segundo Alcides Sakala, estas visitas visam também uma chamada de atenção “no intuito de se pôr cobro a essas situações”.

“Os problemas encontrados são recorrentes, ligados à má qualidade de ensino, da saúde, das novas infraestruturas, saneamento básico, falta de energia, aos quais o Governo continua incapaz de dar resposta imediata”, disse Alcides Sakala.

A reinserção social dos ex-militares, especificamente da UNITA, acordada com o governo do MPLA nas negociações que tiveram lugar para por cobro a guerra, “continua lenta”, segundo Alcides Sakala, o que “deixa em situação de miséria essas pessoas”.

“São situações que podem transformar-se em problemas de conflito social graves”, frisou, acrescentando que a generalidade das localidades visitadas pelo presidente do partido “estão na mesma situação”.

O périplo realizado pelo líder da UNITA, o maior partido da oposição angolana, permitiu visitar já as províncias do Huambo, Bié, Kwanza Sul, Benguela, Huíla e Luanda, com a quase totalidade dos seus nove municípios “radiografados”.

A ronda de hoje pela capital angolana foi dedicada ao município da Maianga, dado que a UNITA diz já ter visitado, nas últimas semanas, o Sambizanga, Viana e a Samba, entre outros.

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