Unita não participará na sessã
Unita não participará na sessão de emenda da lei eleitoral
Luanda - O líder da UNITA orientou os seus deputados a não participarem na sessão da Assembleia Nacional que pretende emendar pela segunda vez a lei eleitoral, para dilatar a duração do pleito.
Isaías Samakuva, referiu esta posição em entrevista concedida ontem à Rádio Ecclesia, na qual reafirmou a oposição categórica da sua formação contra o projecto.
«A UNITA para já não fará parte de uma sessão em que se aprove uma alteração desta natureza», declarou o seu presidente.
Pois, completou, «está mais do que visto. A lei está clara. Há vozes da sociedade também, por aquilo que nos temos apercebido, que vão numa direcção, que é na realização das eleições num só dia.»
«Se alguém vai passar acima disso tudo e faz o contrário, então, deverá assumir as responsabilidades deste acto», deduziu o chefe do maior partido da Oposição.
As declarações de Samakuva anularam a perspectiva de um novo exercício de bastidores para a procura de consenso, que o porta-voz do MPLA, Norberto dos Santos Kwata Kanawa, referiu.
O político do partido no poder deixou entender esta eventualidade na véspera, no termo de uma reunião do mecanismo bilateral que acabou por agrupar a sua formação e a UNITA.
Kwata Kanawa chegou a augurar para a semana a sessão parlamentar que abordará o polémico ponto (de se prolongar para dois dias as eleições legislativas convocadas para o único 05 de Setembro próximo).
Escudado na lei eleitoral e não só, a UNITA, demais partidos da Oposição e a enérgica “Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD)” defendem categoricamente o exclusivo dia, que o chefe do Estado já marcou.
Entretanto, Samakuva disse acreditar «no bom senso do MPLA para voltar atrás na sua pretensão».
Reagindo a estas declarações, o chefe da bancada parlamentar do MPLA, Bornito de Sousa, sustentou que a sua formação apenas pretendia ver em prática um consenso assente na última sessão do Conselho da República.
E no Consenso da República, faz parte a UNITA, também, salientou.
Frisou, ainda, que o MPLA nunca avançou «formalmente» com a ideia de dois dias, criticando a atitude anunciada por Samakuva como prova da «falta de espírito democrático e de abertura».
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