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UNITA pede repetição das eleiç

UNITA pede repetição das eleições em Luanda

O líder da UNITA, principal partido da oposição em Angola, pediu hoje à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) a repetição das eleições legislativas em Luanda na próxima sexta-feira.

Em declarações à Agência Lusa após uma reunião com o Presidente da CNE, Caetano de Sousa, Isaías Samakuva disse que não houve condições para que o processo fosse considerado normal e a única alternativa é a repetição do escrutínio.

A CNE reuniu logo de seguida, mas o motivo do encontro não foi divulgado.

Samakuva acrescentou que se mantém em contacto com os restantes líderes da oposição.

Na reunião com a CNE estiveram ainda os presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Ngola Kabango, e do Partido de Apoio Democrático e Progresso de Angola (PADEPA), Silva Cardoso.

Os partidos da oposição pediram à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) para que "assuma as suas responsabilidades" em relação às irregularidades no processo eleitoral desta sexta-feira, como o atraso na abertura das seções de voto.

O chefe da bancada parlamentar a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), Alcides Sakala, considerou que o atraso verificado é "um escândalo" e "uma tendência deliberada de se encorajar a abstenção".

"Acho que é uma falha deliberada", disse Alcides Sakala, acrescentando que "deveria ter sido evitada essa situação", que está causando "um impasse muito grande".

Em relação à situação nas Províncias, o parlamentar explicou que as votações corriam normalmente, embora tivessem sido registrados alguns problemas no interior. "A situação que mais nos preocupa é a de Luanda, que tem o maior número de eleitores".

O secretário para a Informação do MPLA, Norberto dos Santos Kuata Kanawa, destacou a vontade dos angolanos em votar, mesmo com o atraso verificado no início do processo de votação.

"Estive também na fila para votar. Houve um pequeno atraso. Eu fui para lá às 5h e só votei às 11h", disse Kuata Kanawa, que atribui a situação à falta de experiência da CNE, após 16 anos sem eleições em Angola.

"Responsabilidades"

O presidente da Frente Nacional de Democracia de Angola, Ngola Kabangu, pediu à CNE para que "assuma as suas responsabilidades".

"Infelizmente, ao contrário do que esperávamos, o início foi infeliz, profundamente desorganizado", disse Ngola Kabangu, acrescentando que era possível admitir o atraso de uma hora, mas que o que aconteceu "foi grave".

As eleições legislativas angolanas tiveram início nesta sexta-feira, com atrasos na abertura das urnas, principalmente em Luanda, com relatos de desorganização.

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Caetano de Sousa, admitiu que foram registrados problemas, mas disse que foram tomadas medidas para corrigir os problemas ao longo do dia.