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Paris - Vários dirigentes da Frente de Libertação do Estado de Cabinda, designando-se como «FLEC Unificada», acusaram Portugal de «implicação» e «responsabilidade» no ataque à equipa de futebol do Togo, que causou a morte a três pessoas. Representantes da FLEC em França, Bélgica e Holanda questionaram, em conferência de imprensa, em Paris «a responsabilidade histórica de Portugal pela ocupação militar de Cabinda por Angola» e levantaram a hipótese «do conhecimento» por Lisboa do que designaram por «filme preparado do ataque».
Os representantes da «FLEC Unificada» sublinharam ainda que o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, «foi o primeiro a rotular o ataque em Cabinda como terrorista».
Os mesmos representantes negaram categoricamente que Rodrigues Mingas, antigo dirigente daquela organização, tenha qualquer legitimidade para falar em nome da FLEC e acusaram a sua «FLEC-Posição Militar» de ser uma criação do governo angolano.
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