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OS SINAIS DO FIM DO DITADOR ANGOLANO

Muitas vezes o ser humano celebre o dia que lhe viu nascer e esquece por completo o dia do seu último supiro na terra dos vivos. Assim como também os ditadores, imperadores e pares, recordam-se do início do seu reino ou império e esquecem por completo o seu fim. A bíblia disse: vale mais o fim de todas coisas, do que o início.

 

O que quer dizer isto?

 

Isto é, há uma certa altura em que o homem sinta-se incapaz e inferior em tudo mas após um certo empurão ou uma certa elevação, esquece completamente o que era e torna ou autoproclama-se deus diante do núcleo ou nação pertinente. Não só, mas também esquece as vezes que, a vida tem certos parámetros comparáveis à um termométro ou baramétro.

 

Há vezes que subimos e há vezes que descemos com uma velocidade incomparável a da subida. No caso do africano muitas vezes sobe lentamente para descer rapidamente e acidentalmente. O que significa sobretudo que, o africano não suporta a elevação.

 

Abandonamos os nossos proxímos, até faltamos as vezes respeito dos velhos que nos  viram nascer ou crescer, arrancamos mulheres dos outros e no fim apresentamos abertamente a nossa fraqueza, atitude e as caracteristícas do homem interior, nomeadamente, os nossos hábitos, as nossas ambições, as promessas, os pensamentos, o nosso hegoismo, o oportunismo, o depotismo, as rivalidades e enfim o sádico.

 

O que quer dizer homem interior?

 

O homem interior é aquele ou aquilo que ninguém vê mas que representa o verdadeiro ser, escondido no pensamento do homem. Na maioria dos casos, este homem interior é manifestado pelos maus hábitos, pela hipócrisia, complecidade, desconfiança e a maldade. Esta etapa chama-se, etapa revolucionária ou de derrota. E pode-se chamar também de um período de exítos e sucesso ou de desgraça e do fim. 

 

Este momento é muito trágico e crucial, cujo o velho homem vem descobrir, recordar e reconhecer as suas falhas anteriores, provocando de uma forma espontânea a revolução interior estabilizadora ou desestabilizadora, depentemente de reacção física e espíritual do próprio homem. Isto é, esta etapa exige um grande esforço e sabedoria da própria pessoa do interior.

 

Chama-se também momento de amargura, de tristeza e de negação, porque as coisas tornam cada vez mais difíceis dependentemente do estado, circunstâncias e apoio prestado pelos mais proxímos. Momentos de negação porque pode ser que alguns não estejam de acordo com a sua opinião e sujeitos a contrariar categoricamente a sua posição.

 

Chama-se de tal modo, fim da missão, onde as coisas tornam mais gostosas e mais ambiciosas, com a obrigatoriedade de reinar ou governar, mas de uma forma diferente e anormal. Esta forma de governar , muitas vezes é, acompanhada por atitudes nefastes, confusas, capriciosas e de uma autoria da última hora.

 

Este comportamento do superman no fim, obriga-lhe controlar quase tudo, Estado, Governo, Justiça, Forças armadas, Povo e as riquezas da nação. O homem torna cada vez mais oportunista e saqueador do bem público. Neste âmbito, filhos e familiares, identificam-se e reagem de mesma maneira que o autor principal. Isto também, tem haver com certos pactos assinados com o diabo em troca do poder indeterminado e que obriga quase a inclusão total de todos filhos e filhas do ditador ou reí.

 

Todos ditadores ou reis, no fim do seu reinado, têm ilustrado as suas caras quase em todos

símbolos mais importantes da nação, nomeadamente, moeda, bandeira, largos, estabelecimentos etc. Enfim tornam cada vez mais deuses, no  ínvez de chefe de Estado ou reí. Submetem toda uma sociedade e apoderam-se quase com tudo que pode existir numa nação.

 

De facto, estes sinais são visíveis no nosso país e José Eduardo dos Santos parece cada vez mais isolado da sociedade angolana assim como da elíte que o próprio dirige. O ditador que alguns meses para trás mandou vir de Angola quase todos os seus progénitos e um contingente de portugueses, tornando-os verdadeiros paraísos fiscais do dinheiro público, parece cada vez mais desgastado e deprimido.

 

Para bem dizer, José Eduardo dos Santos já é um moribundo ou um morto em pé que espera o seu interro definitivo.Talvés o ditador já vinha constatar estes últimos momentos do seu supiro mas pela ignorância, acredita sempre ter combrado a sua morte com o dinheiro saqueado.

 

De facto, não é do meu hábito ver um grande rei neste estado. Finalmente o fim de toda coisa é mais importante que o início. O julgamento de José Eduardo dos Santos, passa os dias mais piores da sua vida. Se o W. Bush dos Estados unidos da América dormia apenas quatro horas a noite, então é sem dúvidas que José Eduardo dos Santos poderá conhecer uma insônia prolongada na sua vida actual em relação à Roberto de Almeida abatido pela velhicia.        

 

Mas quém conduziu ou enduziu José Eduardo dos Santos neste balde de polvára ?

 

Será que os seus conselheiros são advogados do diabo?  Ou Roberto de Almeida é um tambor vazio? Não, apesar de tudo, tenho muito respeito do velho hipopotâmo. 

 

Será que Roberto de Almeida safará deste julgamento? 

Esta pergunta só poderá ser posta aos angolanos, caso estiverem de acordo a política de clemência para Roberto de Almeida. Mas também acho que, este primitivo ninguem mais o precisa porque está consumido e desgastado pelo sistema. Não só, mas esta condenação poderá atingir até a quarta progénitude do velho primitivo e advogado do diabo.

 

Orá bem, antes de começar teclar este curto pensamento, alguem fez-me pergunta e gostaria saber o que eu pensava em relação ao futuro dos criminosos angolanos após o fim do seu reinado?

 

Obviamente em todas democracias e especialmente no abrigo da lei constitucional fabricada pelos próprios criminosos no seu Artigo 61.º relativamente os crimes hediondos e violentos, estipula que, são imprescritíveis e insusceptíveis de amnistia e liberdade provisória, mediante a aplicação de medidas de coacção processual:

a) O genocídio e os crimes contra a humanidade previstos na lei;

b) Os crimes como tal previstos na lei.

 

Por isso, não temeís porque a lei que julgará-lhes, vem deles próprios.

 

Pois, eis que vem o dia ardente como forno, todos os arrogantes e todos os ímpios serão arrasados; este dia que vem, abrasará-os e não lhes deixará nem raízes, nem ramos; mas para aqueles que façam a vontade do Pai e que não praticam a barbaria contra os seus proxímos, levantarão o sol da justiça e a alegria será bem vista nas suas vistas.

 

Saireis e saltareis como bezerros da estrebaria e pisareis os ímpios, porque se farão em cinza debaixo das plantas dos seus pés.  Mensangem da esperança e crença.

 

O fim de todas coisas

Massunguna da Silva Pedro

Líder do MPDA

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Dernière mise à jour de cette page le 14/05/2010

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