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As autoridades sanitárias do Huambo estão preocupadas com a venda de sangue no Hospital Geral da província.
O Director da unidade hospitalar prometeu apresentar queixa à polícia nacional para a instauração de processos-crime contra os cidadãos que comercializam sangue aos doentes internados.
Welema Cipriano da Fonseca disse que a prática tende a generalizar-se nos últimos tempos, fazendo com que muitos pacientes morram por não possuírem dinheiro.
“A comercialização de sangue em qualquer parte do mundo é crime, segundo o que está estipulado pela Organização Mundial de Saúde. Por isso, nós vamos punir criminalmente, não apenas os vendedores, mas também os compradores, só assim conseguiremos acabar com este mal” - defendeu.
O responsável reconheceu também existir défice no Banco de sangue, por isso, e apelou a contribuição dos efectivos da Polícia Nacional, Forças Armadas, jovens de instituições religiosas e de partidos políticos para a doação.
Afirmou ainda que os principais beneficiários do sangue doado pelos voluntários ao hospital são as vítimas de acidentes de viação, as mulheres grávidas cujo parto é feito através de intervenção cirúrgica e crianças.
Fundado em 1956, o Hospital Geral do Huambo é a maior unidade hospitalar da província. A sua reabilitação e apetrechamento, em 2009, custaram aos cofres do Estado mais de 36 milhões e 400 mil de dólares norte-americanos.
Actualmente presta serviços nas especialidades de medicina geral, cirurgia, ortopedia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, neonatologia, psiquiatria, oftalmologia, otorrinolaringologia, estomatologia, cardiologia, hemoterapia, cuidados intensivos, laboratório, maxilofacial, dermatologia, entre outras.
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